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O mau estado das estradas a sul

Edição de 07.04.2004 | O Mirante dos Leitores
Escrevo na qualidade de utilizador das vias que ligam Almeirim a Coruche e do acesso sul a Coruche, que possui algumas pontes carcomidas que há muito necessitam de “restauro”.Começando pela ligação de Almeirim a Coruche, quem por lá já passou esporadicamente recorda com certeza a miséria de estrada que encontrou, cada vez que no seu carro, os estragos provocados se tornam audíveis de forma irritante pela trepidação do veículo. Já quem necessita de utilizar frequentemente esta ligação, tem que pôr de parte a afeição naturalmente estabelecida com o seu meio de transporte, para poder circular sem remorsos.A velocidade de circulação nesta via, não tem qualquer influência no resultado obtido, já que os buracos e os remendos remendados (pior a emenda que o soneto) continuam lá para nos aborrecer e dificultar a condução (como se a natureza da via, com todas as suas curvas não a dificultasse já o suficiente) à qual deveria ser proporcionado o máximo de conforto em termos de estruturas (isto inclui os ausentes traços que delimitam as faixas de rodagem) para conseguir obter o máximo de segurança.No acesso sul a Coruche encontramos uma via repleta de pontes (7 se não estou enganado) que se encontram em stand-by, à espera de um orçamento milagroso que permita o “restauro”. Ainda bem que não temos cheias como para os lados de Entre-os-Rios, cujos trágicos acontecimentos não devem ser esquecidos. Se bem me lembro a seguir a tão infelizes acontecimentos, eram muitas as pontes espalhadas pelo país que estariam nas mesmas condições, entre as quais algumas presentes na via em questão. Passados alguns meses, tudo foi esquecido e continuamos a circular sobre pontes “provisórias”. Não é contudo, das pontes que quero falar, pois essas falam por si, só não ouve quem quer. É dos pequenos troços que as ligam que se encontram em péssimo estado e que a meu modesto ver não necessitavam de intervenções tão complicadas, demoradas e dispendiosas quanto as pontes, e que para a segurança da condução não são menos importantes.Gostaria de lembrar que estas duas vias fazem parte de um eixo importante que liga o Ribatejo ao Alentejo (Santarém-Évora), e que seria assim um meio bastante requisitado pelos turistas. Turistas esses que trariam maior riqueza à região. No actual estado em que se encontram, estas vias funcionam como espantalho, afugentando-os para outras paragens, que provavelmente possuem melhores acessos.Eurico Correia - Frade de Baixo (Alpiarça)

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