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Uma muralha no caminho dos esgotos

Mais um achado arqueológico em Santarém

Um troço de muralha medieval foi descoberta durante as sondagens arqueológicas que antecedem as obras de remodelação da rede de esgotos das ruas João Afonso e 1º de Dezembro, no centro histórico de Santarém. A existência da muralha já era aguardada pela Câmara de Santarém, dona da obra, e foi confirmada pela equipa de arqueólogos contratada pela autarquia que se encontra a trabalhar no local.

Edição de 07.04.2004 | Sociedade
O achado pode colocar em causa o cumprimento dos prazos inicialmente estimados para a execução da empreitada, que apontavam para uma duração entre os quatro e os cinco meses, segundo revelou ao nosso jornal o vice-presidente da Câmara de Santarém, Manuel Afonso (PS).Tudo depende agora da morosidade das pesquisas, por forma a aquilatar da relevância do património agora revelado. Mas a autarquia já sensibilizou os arqueólogos para a necessidade de esse processo ser feito com a maior celeridade possível para não atrasar as obras já há muito anunciadas.Recorde-se que a intervenção nessas duas artérias já esteve prevista para anos anteriores, tendo a câmara decidido adiá-las até ter concluída a recuperação do Teatro Sá da Bandeira, que se situa precisamente nessa zona.A intervenção da câmara era para se iniciar precisamente na zona onde foi efectuada a pesquisa arqueológica, num local conhecido como Porta de Mansos. “Neste momento estamos um pouco entregues ao resultado dessas sondagens”, refere Manuel Afonso, adiantando que neste momento todas as hipóteses são plausíveis. Desde passar a rede de esgotos por baixo da muralha ou atravessá-la. “A solução terá de ser encontrada entre os serviços técnicos da câmara e os arqueólogos. A situação está a ser estudada para que depois se possa encontrar uma saída a contento de todos”, acrescenta o autarca.A empreitada nas ruas João Afonso e 1º de Dezembro prevê a substituição da rede de esgotos unitária, já centenária, por condutas independentes para escoamento de esgotos domésticos e pluviais. Implica ainda a remoção do pavimento betuminoso e a sua substituição por calçada.Entretanto, o movimento cívico Santarém 21, “preocupado com o início de um novo processo de obras no centro histórico” da cidade, escreveu cartas aos presidentes do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e do Instituto Português de Arqueologia (IPA) para saber se esses organismos estão a acompanhar os processos e se pretendem acompanhar os trabalhos.O vereador Manuel Afonso garantiu ao nosso jornal que esse esses organismos estão a par de todo o proceso.

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