uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Votos incinerados

Irmão da Misericórdia de Benavente acusa provedor de alegadas irregularidades

O processo do último acto eleitoral da Santa Casa da Misericórdia de Benavente “foi incinerado” para alegadamente esconder “erros” ou “falcatruas”. A acusação surge numa carta assinada por um irmão onde é visado o provedor.

Edição de 07.04.2004 | Sociedade
A Santa Casa da Misericórdia de Benavente volta a estar envolta em polémica. Desta vez é o irmão José Henriques que através de uma carta aberta diz que o processo eleitoral de 21 de Novembro passado “foi incinerado” para alegadamente esconder “erros” ou “falcatruas”. No documento enviado ao presidente da mesa da assembleia-geral da Santa Casa da Misericórdia de Benavente, e a que O MIRANTE teve acesso, pode ler-se que “chegou ao meu conhecimento, que, o ainda Provedor terá declarado: por ordem do presidente da assembleia-geral, o processo foi incinerado”, diz José Henriques, acrescentando que lhe resta “a presunção que o processo não teve outro propósito, do que evitar a possibilidade de se virem a encontrar erros, ou talvez mesmo, falcatruas, pois isso sim teria posto fim ao apego ao lugar de Provedor, se fossem verificadas”. O signatário quis que a carta fosse lida na assembleia geral da Misericórdia realizada na noite de 31 de Março, mas a mesa que dirigia os trabalhos recusou.José Henriques disse ainda que escreveu esta carta aberta para “demonstrar que aquilo que tenho de dizer digo-o frontalmente”. E as acusações não se ficam pelas alegadas irregularidades. O irmão nº 147 da Misericórdia de Benavente acrescenta no mesmo documento que o provedor e o secretário “são os únicos que se fazem pagar pelo trabalho que desempenham”. Conta também que “não recebem dinheiro, mas alimentação”. E termina referindo que “isto é ridículo. Pessoas abastadas a servirem-se de algo que faz falta àqueles para quem instituições destas foram criadas”.Confrontados com estas acusações, tanto o Provedor António Vicente como o presidente da mesa da assembleia-geral, António Joaquim Mendes de Almeida, disseram ao nosso jornal que o assunto está em tribunal, por isso não iriam fazer qualquer tipo de comentário à carta. Já José Henriques referiu que “escreveu a carta e que não retira do que está escrito”.Desde o último acto eleitoral, realizado em 21 de Novembro de 2003, que a Santa Casa da Misericórdia de Benavente não tem tido descanso. Insultos, cartas anónimas, agressões e a até vários processos em tribunal, tudo tem acontecido entre um conjunto de “irmãos” divididos pelas duas listas sufragadas. Tal como já aqui demos conta numa anterior edição de O MIRANTE, apesar de na altura a lista B, liderada pelo actual provedor António Luís Vicente, ter saído vencedora (com mais 21 votos), a lista A, liderada pela jurista Laura Henriques, achou que devia recorrer aos tribunais por ter havido violação dos estatutos e alegadas irregularidades. Através de uma providência cautelar, a advogada da lista A conseguiu suspender a execução das deliberações tomadas na reunião da assembleia-geral, incluindo a tomada de posse dos novos corpos gerentes.Contas de 2003 aprovadas Esta denúncia chegou ao nosso jornal pelas mãos do próprio José Henriques, na reunião da assembleia-geral do passado dia 31 de Março. Altura em que foi apresentado e aprovado por unanimidade o relatório de contas de gerência de 2003, assim como o parecer do concelho fiscal.Mário Gonçalves

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...