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Monsanto afasta Águias (2-0) e já está na final da Taça do Ribatejo

Golos de Gonçalo Lebre e Pedro Fazenda deram o passaporte ao Monsanto para a final a final da Taça do Ribatejo, impondo-se ao Águias de Alpiarça por 2-0. Os alpiarcenses confirmaram a vocação para esta prova e só ficaram em branco por culpa própria.

Edição de 14.04.2004 | Desporto
A final na Taça do Ribatejo é um objectivo perseguido por muitas equipas e, por isso, Monsanto e Águias encararam a partida, a contar para as meias-finais, com cuidados redobrados. Mas a jogar em casa a equipa de Arsénio Fazenda assumiu a iniciativa de jogo.Hugo Afonso deu o primeiro sinal dessa intenção, logo aos seis minutos, rematando não muito longe da baliza de Marco Andrade. Mas o marcador não demorou a ser inaugurado. Na sequência de um canto marcado na direita, Nilton falhou a emenda na pequena área, onde estava, oportuno, Gonçalo Lebre, a recarregar para o golo. A partida ainda não tinha “dono”, mas os anfitriões já marcavam.O Águias respondeu à passagem dos 20 minutos. Num livre directo, Marco Ferreira aplicou um forte pontapé que Mário Pinto desviou para canto, quando o sentindo da bola indicava que iria entrar junto ao poste direito.A equipa visitante galvanizou-se com o lance e Nunes, isolado frente a Pinto, não conseguiu fazer melhor que rematar por cima da barra, quando tinha tudo para estabelecer o empate. João Magalhães ainda teve o segundo tento na bota esquerda, mas o remate saiu à figura de Marco Andrade, à entrada pela quina da área do Águias.Mas eram os visitantes que estavam na mó de cima, no que a oportunidades de golo diz respeito, e Galinha, em remate, e Angelo, de cabeça, falharam escandalosamente o ensejo de fazer o 1-1.Até ao intervalo não faltaram ocasiões para levar o esférico ao fundo das redes. Aos 38 minutos e após triangulação entre Nilton, Pedro Fazenda e Hugo Afonso, foi o último a atirar com o joelho por cima, mas bem perto da barra da baliza de Marco Andrade.Em cima da hora, o Monsanto protagonizou a melhor jogada do encontro. Pedro Fazenda combinou com Pedro Nobre junto à linha lateral, no corredor direito, com o defesa a centrar de primeira para a área, onde surgiu Nilton, em voo, a cabecear ao poste esquerdo da baliza do Águias. Uma jogada que merecia ser premiada com o golo. Já em tempo de descontos, Sérgio Cunha perdoou novamente o empate, cabeceando por cima uma bola que parecia ter selo de golo.Na regresso das cabinas, o panorama de jogo não se alterou e foi Artur a subir ao ataque para falhar incrivelmente nova oportunidade clara, rematando ao lado da baliza de Mário Pinto, quando estava isolado na grande área.Com tanta cerimónia em marcar um golo, o Águias acabou por sofrer o segundo. Com 65 minutos de jogo, Pedro Nobre marcou um canto e o seu homónimo, Pedro Fazenda, antecipou-se de cabeça à defensiva contrária, estabelecendo o 2-0.Manuel Colhe bem tentou tornar o ataque do Águias mais produtivo, com as entradas de Relvas e Kaluxa, mas o panorama pouco mudou. Para mais, Sérgio Cunha, depois de substituído, acabaria por ver o cartão vermelho directo, por enviar “bocas” ao árbitro desde o banco de suplentes.Até final, o Monsanto limitou-se a controlar a partida e a garantir o acesso à final da Taça do Ribatejo. Um resultado manifestamente exagerado e que penalizou a falta de eficácia do Águias de Alpiarça. Ainda assim, merece passar quem marca e não quem não concretiza as oportunidades que cria. A equipa de arbitragem realizou um bom trabalho.Treinador do Monsanto diz que é um dado quaseadquirido que vai continuarMonsanto querganhar tudoO treinador do Monsanto está bastante satisfeito com a época que a sua equipa está a realizar e revela que o objectivo do clube é ganhar campeonato e taça. “A época a está correr muito bem. Não escondo que queremos ganhar as duas competições e, se calhar, temos algumas condições para o fazer. Este ano, podemos fazer história. Nos últimos dois anos, a mesma equipa venceu as duas competições e espero que não haja duas sem três”.“Queríamos estar na final da Taça do Ribatejo, mas também fomos felizes até agora. Foi a primeira vez que nos calhou uma equipa da Primeira Divisão, também ficámos isentos, mas a taça é isto mesmo. Fiquei satisfeito por passarmos à final, mas jogámos pouco. O que é facto é que o Águias também jogou muito bem e criou oportunidades de golo, que desaproveitaram por algum demérito. Penso que foi uma vitória justa, mas bastante sofrida”, acrescentou o técnico.Sobre a sua continuidade na próxima época, Arsénio Fazenda diz que é quase um dado adquirido, mas quem terá mais à vontade para falar disso é o presidente. “O meu casamento com o Monsanto eventualmente, durará mais algum tempo, mas as coisas também estão a correr bem. Foi um projecto que eu e o presidente do clube abraçámos há alguns anos e felizmente está a correr bem. Estou plenamente convencido que ainda vamos fazer coisas bonitas no futebol. E o mesmo acontecerá com todos, ou quase todos, os jogadores que aqui temos. Mas é cedo para falar em preparação do plantel”, disse. Sobre as eventuais contratações de Nuno Martins e Gameiro ao Ferroviários, o técnico elogiou os dois jogadores mas garantiu que “não há nada com eles”.
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