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Novo modelo de gestão de centros de saúde

Projecto piloto envolve as unidades de Abrantes, Constância, Mação e Sardoal

Quatro centros de saúde do norte do distrito de Santarém vão ficar unidos num único sistema. Trata-se de uma experiência piloto. Pela primeira vez não será um médico a assumir a gestão. Pedro Marques, deputado do PSD, foi chamado para ocupar o lugar.

Edição de 14.04.2004 | Sociedade
Um novo modelo de gestão de centros de saúde vai começar a ser testado na zona norte do distrito, unindo quatro centros de saúde: Abrantes, Constância, Sardoal e Mação. A ideia de haver um director para vários centros já é antiga e a novidade está no facto da gestão ser assumida por uma pessoa que não é profissional da saúde. Esta é uma experiência piloto, a primeira e única para já a ser criada na região de Lisboa e Vale do Tejo. Para o cargo de gestor da nova unidade foi requisitado, em regime de comissão de serviço com a duração de três anos, o deputado do PSD e vereador da oposição na Câmara de Abrantes, Pedro Marques. O modelo vai começar a funcionar esta quinta-feira, altura em que o novo gestor assume funções. Com este sistema vão registar-se também mudanças em termos de coordenação interna dos quatro centros de saúde. Vai ser criada a figura do director clínico, a exemplo do que acontece nos hospitais. Vai passar a haver também coordenadores de unidades, cuja missão é chefiar áreas comuns dos centros de saúde, como a enfermagem e os serviços administrativos.Tendo como objectivo testar a capacidade em termos de melhoria dos cuidados de saúde primário, a nova gestão pressupõem três desígnios. São eles a atribuição de médicos de família a todos os utentes inscritos, o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade de acesso das pessoas aos centros de saúde. A implementação da figura do gestor visa dirigir as atenções para as questões relacionadas com a administração, contabilidade e gestão de pessoal da nova unidade. Com isto passa a haver também uma melhor definição das missões de cada um dentro do funcionamento dos centros de saúde. É um primeiro passo para acabar com a mistura que existe, em que um médico, para além de tratar os doentes, tem também que se preocupar com as contas das respectivas unidades de saúde. Ao aceitar esta missão, Pedro Marques suspendeu o cargo de deputado na Assembleia da República por dez meses. Ao fim desse tempo tem que decidir se volta ao parlamento ou renuncia definitivamente. Para o seu lugar entrou Eduardo Casimiro, de Rio Maior. Antes de Eduardo Casimiro, que já iniciou funções como deputado pelo distrito, na lista do PSD estava António Campos, que abdicou do cargo, preferindo manter-se como director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Santarém.

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