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Protesto contra cortes de energia que não aconteceram

O director da EDP (Electricidade de Portugal) está surpreendido com um abaixo-assinado da Junta de Freguesia de Moçarria, Santarém, reclamando contra constantes cortes de energia eléctrica na localidade. Oliveira Chaleira diz não compreender a reclamação, já que não se registam cortes de abastecimento desde Novembro, depois da empresa ter feito obras na rede eléctrica.

Edição de 14.04.2004 | Sociedade
No abaixo-assinado, datado de 2 de Dezembro de 2003 e entregue na EDP de Santarém em 18 de Março deste ano, exige-se “a resolução imediata das deficiências que estão na origem da situação anómala do serviço de abastecimento eléctrico à freguesia”. No entanto o próprio presidente da junta de freguesia, Carlos Beja, que promoveu a recolha de assinaturas, reconhece que não há cortes há cerca de quatro meses. O mesmo documento refere que os cortes de energia tornaram-se proverbiais e motivo de reparo e crítica pública. E acrescenta que estes são atribuídos, não a condições atmosféricas adversas de invernia, mas a causas estruturais que urge corrigir. Uma situação que no entender do director da EDP não tem razão de ser. Segundo garantiu Oliveira Chaleira a empresa de electricidade fez melhoramentos na rede. “A última interrupção registada teve lugar a 28 de Novembro de 2003 e durou um minuto”, assegurou. Desde essa altura, diz, não tem havido problemas nas linhas de média tensão, resultado de investimentos no melhoramento de infra-estruturas. Por outro lado existe um plano de intervenções para o concelho de Santarém que vai ter influência na melhoria do abastecimento geral e, em particular, de Moçarria. A situação não é desmentida pelo presidente da autarquia, mas Carlos Beja alerta para outras situações que não estão referidas no abaixo-assinado. Segundo diz a zona do campo de futebol fica com pouca potência sempre que são ligados os projectores do espaço de jogos. E, durante as festas populares, que se realizam em Julho, é preciso alugar um gerador para alimentar o recinto, uma vez que a rede eléctrica não é suficiente.

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