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Torre inacabada de Azambuja pode ser vendida

Santa Casa da Misericórdia já recebeu propostas

O prédio de oito pisos que continua inacabado há mais de 20 anos, na entrada norte da vila, junto à Estrada Nacional 3, em Azambuja, foi colocado à venda pela Santa Casa da Misericórdia de Azambuja. A instituição, proprietária do imóvel, já recebeu as propostas de promotores privados para a aquisição do prédio. Os envelopes foram abertos na quarta-feira, 14 de Abril, pelo que dentro de dias deverá ser conhecida a decisão.

Edição de 14.04.2004 | Sociedade
O provedor da Santa Casa da Misericórdia, Armando Aparício, disse a O MIRANTE que não foi estipulado um valor mínimo, mas a instituição reserva-se no direito de recusar as propostas caso nenhuma corresponda às expectativas da instituição.“Vamos ver se satisfazem a Santa Casa da Misericórdia em termos de preço. Caso contrário já temos outras ideias”, revelou o provedor, recusando-se no entanto a entrar em mais pormenores.Armando Aparício tem esperança de que seja encontrada em breve uma solução até porque sublinha que a instituição tem ali dinheiro aplicado que poderia estar a servir para outras obras de carácter social destinadas às crianças e idosos da freguesia.O provedor garante no entanto que a nova mesa da Santa Casa da Misericórdia, desde que tomou posse, há cerca de um ano, tem tentado encontrar uma solução para a torre.No caso de não ser possível encontrar um promotor privado interessado em acabar o imóvel, que será destinado à habitação, o presidente da Câmara Municipal de Azambuja admite a possibilidade de demolir a torre devido aos “problemas de salubridade e segurança” que provoca. Joaquim Ramos garantiu ao nosso jornal que pretende esgotar primeiro todas as hipóteses e chegar a um consenso com a Santa Casa, mas adianta que até ao final do mandato a situação terá que estar resolvida.A instituição de solidariedade social é legalmente detentora do imóvel desde 1996. A ideia inicial era transformar o prédio num lar de idosos, mas devido à apertada legislação que regulamenta este tipo de equipamentos não foi atribuído alvará para esse fim.A torre começou a ser construída há 20 anos. A empresa construtora não a conseguiu concluir e ficou apenas a estrutura de tijolo. O imóvel continua inacabado, serve de refúgio de algumas pessoas sem abrigo e toxicodependentes e já chegou a motivar operações da GNR.

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