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Ricardo Nunes

“Se o tabaco não matasse não teria nenhum problema em apanhar com o fumo dos outros. Mas como mata acho que os fumadores deveriam ter mais cuidado e não prejudicar quem os rodeia. É uma questão de consciência e de respeito por quem quer viver”

Técnico de aparelhos a gás, 25 anos,Vialonga (Vila Franca de Xira)

Edição de 21.04.2004 | Agora falo eu
Gosta de touradas? Vivo num concelho muito virado para a festa brava, mas apesar de não me impressionar facilmente custa-me assistir a esse tipo de espectáculoAcredita na retoma financeira de Portugal?A curto prazo acho difícil que a retoma aconteça. Basta estarmos atentos a tudo o que nos rodeia, às notícias de desemprego, aos baixos salários, ao aumento das dívidas à banca. E agora, com a entrada de novos países na União Europeia, a situação ainda vai piorar, porque a competitividade vai ser ainda mais feroz. O que melhorava em Vialonga?Em primeiro lugar melhorava os acessos, em especial os que vão dar à cidade da Póvoa de Santa Iria. Apesar de já estarem a tratar da variante, que já vinha a pedir obras há muito tempo, acho que não deviam ficar por aí. Vialonga tem vindo a crescer muito rapidamente e as estradas não têm acompanhado esse desenvolvimento. Outra coisa a melhorar seriam os transportes públicos, que nas horas de ponta não chegam para as encomendas!O que pensa da imprensa regional?Não dispenso a leitura de um jornal nacional, mas quando quero saber mais sobre a minha localidade ou o meu concelho é à imprensa regional que recorro. Como restringem o seu trabalho a uma dada região estão sempre mais atentos e mais bem informados.O que faz nos seus tempos livres?Na maior parte das vezes aproveito para praticar algum desporto com os amigos. Também gosto muito de ir ao cinema, ao fim-de-semana, e de passear com a minha namorada. Não necessariamente por esta ordem! (risos) Acha que deveria ser proibido fumar em locais fechados, como na Irlanda?Se o tabaco não matasse, eu não teria nenhum problema em apanhar com o fumo dos outros. Mas como mata, acho que os fumadores deveriam ter mais cuidado e não prejudicar quem os rodeia. É uma questão de consciência e de respeito por quem quer viver.Gosta de ajudar nas tarefas domésticas?Bem... não são propriamente o meu forte, mas acho que cada um deve fazer a sua parte. Se assim for não custa tanto e sobra mais tempo para a família. Só não me ponham é a limpar o pó... Acho que sujo mais do que o que limpo!Depois dos atentados no país vizinho, sente-se seguro em Portugal?Antigamente talvez pudéssemos dizer isso, mas acho que agora ninguém se deve sentir cem por cento seguro em lado nenhum. Mas também o que é que podemos fazer? Vamos entrar em pânico? Fugir? Negociar com os terroristas, como já alguém sugeriu? Acho que o segredo é não perder a calma e esperar que mais tarde ou mais cedo a situação melhore e que o mundo volte à normalidade. Os homens portugueses preocupam-se cada vez mais com a imagem?Penso que sim, mas acho que as namoradas também têm alguma “culpa”. Aproveitam sempre para nos pôr a par das tendências e lá nos convencem a vestir as roupas segundo as ocasiões e a combinar as cores. Acho que os homens percebem o que quero dizer! (risos) Tem algum destino de sonho?Adorava poder viajar um pouco por todo o mundo. Conhecer novas culturas, outras gentes, outros costumes. É mesmo uma viagem de sonho... porque seria preciso muito tempo, e muita disponibilidade financeira.No que é que não resiste gastar dinheiro?Tenho o hábito terrível de tomar o pequeno-almoço fora de casa. Mesmo quando não estou atrasado, não consigo passar sem a minha meia de leite e um bolinho acabadinho de fazer. É irresistível.Costuma comprar roupa de marca?Costumo, mas não é pela marca em si. Em primeiro lugar vem o meu gosto pessoal, depois a qualidade aliada ao preço. A partir daí, tanto faz se é de marca, ou se comprei na feira... isso não me diz nada. Prefere o campo ou a cidade?Acho que para passar férias o campo é mais saudável. Podemos esquecer a correria do dia a dia e aproveitar para descansar. Para viver, a cidade já se tornou um hábito. Não me imagino a viver 365 dias no sossego, sem nada por perto e sem movimento. Talvez daqui a uma dezena de anos já pense de forma diferente, mas por enquanto...

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