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Mais apoio aos trabalhadores estrangeiros

União dos Sindicatos de Santarém apresenta apostas no 4º. Encontro de Imigrantes
Edição de 21.04.2004 | Economia
A União dos Sindicatos de Santarém (USS) pretende criar um serviço móvel de atendimento a imigrantes para actuar em zonas de maior concentração de trabalhadores estrangeiros - como é o caso de Abrantes, Alcanena, Benavente, Coruche ou Cartaxo -, servindo assim de complemento aos gabinetes de atendimento que já tem a funcionar nas cidades de Santarém e de Torres Novas. Essa nova estrutura vai prestar informação sobre os direitos e deveres laborais e sociais dos imigrantes. Dará ainda apoio jurídico em processos de reparação de direitos laborais violados e na elaboração de processos relacionados com a legalização de trabalhadores, renovação de vistos e reagrupamento familiar.Outra das metas da USS passa pela colaboração na criação de grupos de trabalho específicos para apoio pós-escolar aos alunos imigrantes, particularmente aos recém-chegados, visando o seu êxito escolar e a inserção na comunidade. E ainda ajudar na criação de um Centro de Encontro e Cultura dos cidadãos imigrantes.Estas e outras propostas “para a integração social e laboral das comunidades imigradas na região de Santarém” foram apresentadas na tarde de domingo, 18 de Abril, durante o 4º Encontro de Comunidades Imigradas, promovido pela USS, que decorreu no auditório do Instituto da Juventude, em Santarém. Uma sessão onde foram ainda explicados alguns pormenores relativos à nova lei de imigração, que suscitaram muitas duvidas por parte da plateia.A USS pretende ainda continuar a organizar acções de esclarecimento e de formação específicas para os cidadãos imigrados, sobre as obrigações fiscais, procedimentos e prazos a cumprir com vista ao seu cumprimento. E quer dinamizar acções de formação para funcionários de entidades públicas que tratam dos principais processos envolvendo trabalhadores imigrantes.No balanço da sua actividade no apoio aos trabalhadores estrangeiros, a direcção da União dos Sindicatos lembra que, graças ao bom relacionamento institucional com as entidades envolvidas na tramitação dos processos de legalização de imigrantes, o distrito de Santarém foi o que, no ano de 2002, registou o maior índice naciobnal de cidadãos estrangeiros legalizados.“Dessa forma retirou-se o terreno fértil da ilegalidade à acção criminosa de redes de tráfico humano e sua posterior extorsão e submissão a todo o tipo de violências”, nota a direcção da USS, que é liderada por Valdemar Henriques.Ucranianos em maioriaO coordenador da União de Sindicatos de Santarém (USS), Valdemar Henriques, considera que a entrada de imigrantes no nosso país já conheceu momentos de maior fluxo - situação a que não será alheia a conjuntura económica - mas diz não existirem elementos estatísticos oficiais e fiáveis que caracterizem a comunidade imigrante a viver na região. Contudo a base de dados que a USS tem, resultante do registo de processos por si acompanhados na última fase de legalização, em 2001 e 2002, indica que os cidadãos ucranianos estão em esmagadora maioria. Aliás, isso notou-se bem no Encontro de Imigrantes realizado no domingo em Santarém.Dos 2155 atendimentos registados na USS, 1394 foram a cidadãos naturais da Ucrânia. A longa distância aparecem os moldavos (249), os brasileiros (186), os romenos (94) e os russos (80). Cinquenta e sete cidadãos de Cabo Verde e 23 de Angola procuraram igualmente os serviços da União dos Sindicatos nesse período, tal como 17 indianos, 5 santomenses e bielorussos e ainda georgianos (3), cazaques (4), búlgaros (3), colombianos (3), chineses (3), guineenses (4), lituanos (4), marroquinos (3), paquistaneses (2), peruanos (2), polacos (1), tailandeses (1), uzbeques (1) e equatorianos (3).

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