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Santarém é o distrito mais desenvolvido do interior

Santarém é o distrito mais desenvolvido do interior

Embora com contrastes flagrantes entre concelhos
Edição de 21.04.2004 | Economia
Fora da faixa litoral portuguesa, Santarém é o distrito que apresenta o melhor nível de desenvolvimento económico do país, apesar dos contrastes, nalguns aspectos, entre os diferentes concelhos. Mas o desenvolvimento económico registado nos últimos anos caracteriza-se pela ausência de qualquer impacto no aumento de depósitos e créditos no sector da banca, concluiu o estudo sobre a região do grupo BCP divulgado na semana passada.A análise da situação económica e financeira do distrito foi feita na quarta-feira, 14 de Abril, no encontro que o grupo Millennium BCP promoveu no Centro Nacional de Exposições, com empresários, representantes da Administração Pública e clientes do banco, a exemplo do que tem vindo a fazer nas diversas capitais de distrito.O diagnóstico, feito em colaboração com o Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica, revela um distrito com uma população estagnada e envelhecida, com algumas disparidades entre concelhos, quer em termos de Produto Interno Bruto (PIB) por habitante, quer na repartição do rendimento.Se Santarém, Constância, Benavente e Entroncamento apresentam bons indicadores de produtividade (entre 97 a 118 por cento do PIB por habitante em Portugal), já concelhos como Coruche, Golegã, Chamusca, Ferreira do Zêzere e Sardoal registam valores entre 45 e 55 por cento do PIB, de acordo com os dados apresentados.O emprego na região tem registado um aumento superior à média em Portugal (cerca de 3 por cento), embora alguns concelhos, como Coruche, Salvaterra, Chamusca e Alpiarça, apresentem elevados índices de desemprego (entre 9 e 13 por cento).Apesar de apenas possuir 9 por cento das empresas do distrito, a indústria transformadora é a que emprega mais mão-de-obra (38 por cento do emprego), mantendo a agricultura um peso relativo superior ao verificado em outros distritos (15 por cento), sendo responsável por 7 por cento do emprego.João Confraria, da Universidade Católica, sublinhou que a Lezíria do Tejo apresenta, no sector agrícola, índices de produtividade próximos dos valores médios europeus, estando também relativamente bem posicionada no sector secundário.No seu entender, “apesar da posição relativa” da região em relação à União Europeia “não ser famosa”, o atraso económico “é recuperável”, o que se torna mais evidente quando comparada com as 80 regiões da Península Ibérica, onde se situa a meio da tabela, próximo de Pontevedra e Sevilha.Lamentando a falta de actualização estatística, sendo os dados disponíveis mais recentes relativos a 2000, João Confraria sublinhou que a Lezíria do Tejo foi a terceira região da Península Ibérica que mais cresceu entre 1995 e 2000 e apontou como decisivo para o distrito a aposta em processos tecnológicos.O presidente do grupo Millennium BCP, Jorge Jardim Gonçalves, referiu as boas acessibilidades existentes no distrito, com o potencial de crescimento resultante destas infra-estruturas, para apelar a mais investimento na região.É que o peso relativo do distrito em termos de habitantes e de rendimento não se tem reflectido no ritmo de crescimento de depósitos e crédito, que é inferior à média portuguesa, apresentando mesmo a mais baixa taxa anual de aumento de crédito.Quanto ao banco, a implantação, com 41 sucursais em 17 dos 21 concelhos, foi considerada suficiente, dada a posição de liderança, com uma carteira de 104.000 clientes, 83 por cento dos quais particulares e 6 por cento empresas.O distrito de Santarém possui 455.000 habitantes e 55.000 empresas (5 por cento das recenseadas em Portugal), estando 8.200 instaladas na capital de distrito.Lusa
Santarém é o distrito mais desenvolvido do interior

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