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Assembleia Municipal de Abrantes aprova contas

Edição de 21.04.2004 | Política
O relatório e a prestação de contas da Câmara Municipal de Abrantes referentes a 2003 foram aprovados pela assembleia municipal desse concelho, com os votos favoráveis da maioria socialista, em reunião realizada na sexta-feira, dia 16.O presidente da Câmara, Nelson Carvalho (PS), classificou como a principal obra realizada durante o ano transacto o abastecimento de água a Abrantes, a partir da barragem de Castelo de Bode. De todos os investimentos feitos no concelho este foi o que mereceu maior referência. Em termos financeiros, as receitas e despesas totais tiveram um decréscimo em relação a 2002, mantendo-se a diferença positiva verificada já no ano passado. A receita corrente ultrapassou claramente a despesa corrente o que se traduz num significativo aumento da poupança corrente.Pelos gráficos incluídos no relatório, em 31 de Dezembro de 2003, a Câmara de Abrantes tinha executado 14.470.420 euros dos 15.825.837 euros de investimento previstos e de FEDER apenas faltam executar cerca de 606 mil euros até 2006.O discurso positivo de Nelson Carvalho teve o seu reverso na análise feita pelos eleitos do PSD. Para os social-democratas o discurso do autarca “contrasta com a execução do plano plurianual de investimentos”, em que “há diversos exemplos da falência das apostas” do executivo socialista que “continua a hipotecar o futuro colectivo”.Pegando nos valores cabimentados em orçamento, o PSD enumerou uma série de obras, na sua maioria em curso, concluindo que o grau de execução do plano plurianual é “deficiente”, atingindo apenas os 44,55 por cento do previsto. Em relação ao FEDER a percentagem situa-se um pouco mais abaixo, com 41,13 por cento.Se a concretização de projectos se situa aquém do que o PSD considera razoável, a gestão dos dinheiros públicos não é igualmente satisfatória. A despesa corrente ultrapassa os 50 por cento no total da despesa e a capacidade de endividamento está à beira do limite.A CDU manteve o sentido de voto da vereadora, aquando da discussão do relatório na câmara em 22 de Março, e votou contra porque “maior equilíbrio” que a actual conjuntura exigia, tal como a “visão estratégica eficaz e realista, na orçamentação e planificação dos investimentos”, não foi tida em conta.“A capacidade existente em anos anteriores para investimentos ficou em 2003 muito aquém, o que aponta para um plano de investimentos um pouco empolado, em que o que foi concretizado não passa de uma continuidade de investimentos ini-ciados em anos anteriores”, concluiu a CDU. O representante do PP também votou contra o relatório e dos eleitos da oposição apenas se absteve o presidente da Junta da Freguesia de Fontes, eleito pelo PSD.No relatório e prestação de contas dos Serviços Municipalizados, os eleitos da CDU votaram favoravelmente. PSD e PP votaram contra e o presidente da Junta de Fontes voltou a abster-se.

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