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Pousada histórica mais perto de Tomar

Pousada histórica mais perto de Tomar

Câmara e Enatur iniciam negociações formais

A Câmara de Tomar e o grupo Pestana Pousadas avançaram para as negociações com vista à construção de uma pousada histórica no Convento de Santa Iria. A compra poderá ser dificultada pelo facto da autarquia pretender ver incluído no negócio o ex-Colégio Feminino.

Edição de 21.04.2004 | Sociedade
O grupo Pestana Pousadas e a Câmara Municipal de Tomar estão a negociar a instalação de uma pousada histórica no Convento de Santa Iria e no ex-colégio Feminino, edifícios contíguos situados no centro histórico, junto ao rio Nabão. Neste momento os serviços jurídicos da autarquia e da empresa estão a estudar a viabilidade da parceria.Há seis anos que a Câmara de Tomar tem vindo a questionar a Enatur sobre a possibilidade de edificar uma pousada histórica na cidade. Depois de afastada a hipótese da sua concretização no Convento de Cristo, a autarquia avançou com a hipótese do Convento de Santa Iria, que adquiriu já este ano.A pressão sobre o grupo Pestana, que gere as pousadas, intensificou-se após o encerramento da Pousada de São Pedro, junto à barragem do Castelo do Bode. O presidente da Câmara de Tomar, António Paiva (PSD), diz que agora as negociações estão numa fase adiantada. “Os nossos serviços jurídicos e os da Enatur já fizeram uma reunião para avançarem com uma proposta concreta de protocolo que será depois aprovada pela câmara”.Um acordo que poderá ser dificultado pelo facto do município pretender que a Enatur fique também com o edifício do ex-Colégio Feminino, o qual passou para posse administrativa da câmara há cerca de três semanas.“Nós pretendemos que a futura pousada inclua o Convento de Santa Iria e o ex-Colégio Feminino”, revelou ao nosso jornal António Paiva, adiantando que a discussão que, neste momento, está em cima da mesa das negociações é a compra apenas do convento, o que à partida não interessa à autarquia, ou a aquisição dos dois edifícios.“Achamos que Tomar deve ter uma nova unidade hoteleira com um mínimo de 50/60 quartos”, refere o presidente, adiantando que a Enatur está ainda a estudar a viabilidade desse projecto, uma vez que pretendia avançar para uma unidade de apenas 30 quartos, numa primeira fase.António Paiva afirma-se, no entanto, convicto de que a empresa hoteleira não porá de lado a hipótese de avançar para uma solução com mais quartos.Em cima da mesa o presidente da câmara tem também uma outra proposta de aquisição dos dois edifícios contíguos, ligados por uma arcada, por parte de um privado, cujo projecto passa também por uma unidade hoteleira. António Paiva confirma a situação mas adianta que a autarquia dará prioridade à rede de pousadas de Portugal, porque associa o turismo à hotelaria e ao património. O autarca está convicto que até ao final do ano o protocolo com a Enatur será assinado. Resta saber se é nos moldes que a câmara pretende.Margarida Cabeleira
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