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Azambujeira campeã na festa do futebol amador

Azambujeira campeã na festa do futebol amador

Final do Campeonato Distrital do Inatel

A Azambujeira sagrou-se pela primeira vez no seu historial campeã distrital de futebol do Inatel. A equipa do concelho de Rio Maior bateu na final, realizada na Parreira, o Paço dos Negros, por 2-0. Na atribuição do terceiro e quarto lugares, Arreciadas ganhou ao Pego pelo mesmo resultado.

Edição de 28.04.2004 | Desporto
A Associação Desportiva e Recreativa da Azambujeira, um clube de uma pequena localidade do concelho de Rio Maior, é o novo Campeão Distrital do Inatel. A sua vitória foi alcançada na final realizada, no domingo, na Parreira (Chamusca), e em que teve como adversário a sua congénere de Paço dos Negros. Foi a primeira vitória da Azambujeira no campeonato e numa final que é a verdadeira festa do povo, dos pequenos clubes de aldeia e do futebol amador. Festa que contou com a presença de cerca de quatro mil espectadores que lotaram por completo o campo de futebol Manuel do Junco, na Parreira, para assistir à partida.A final teve início às 17 horas, sob um sol abrasador, que não conseguiu cortar o entusiasmo nem aos jogadores nem aos adeptos das duas equipas que, durante os noventa minutos de jogo, não se cansaram de incentivar os jogadores do seu clube.Cedo se viu que as duas equipas eram muito equilibradas, mais jovem a equipa da Azambujeira e mais experiente a equipa de Paço dos Negros. Foi precisamente na juventude que assentou a vitória da equipa do concelho de Rio Maior.O Paço dos Negros apostou na contenção e no contra-ataque, mas a equipa comandada por Pedro Valadas soube contrariar essa toada, e obrigou o meio campo adversário a cometer erros e, aos 14 minutos, conseguiu colocar-se na frente do marcador. Após a marcação de um livre a bola chegou aos pés de Mesquita colocado na esquerda, que, rápido, cruzou para a área onde apareceu Daniel a saltar mais alto do que a defensiva adversária e a cabecear a bola para o fundo da baliza defendida por Pedro.A equipa comandada por Braulino reagiu bem e durante quase toda a primeira parte conseguiu equilibrar a partida. Por várias vezes colocou à prova o excelente guarda-redes Nuno, que mostrou muita categoria e com defesas de grande nível evitou que as suas redes fossem violadas.Mas o ligeiro domínio do Paço dos Negros era algo consentido pela equipa da Azambujeira, que defendia bem e quando de posse da bola partia rápido para o contra-ataque, obrigando a extrema defesa adversária a uma atenção redobrada.O resultado ao intervalo embora se aceitasse, também penalizava a falta de poder de finalização dos dianteiros do Paço dos Negros, que podiam ter empatado a partida em dois lances de grande perigo que não conseguiram concretizar.A segunda parte deferiu pouco da primeira. A equipa da Azambujeira soube gerir o resultado, controlando o jogo a meio campo e não dando grandes hipóteses ao Paço dos Negros de voltar o marcador. Ambas as equipas mostram que sabem jogar futebol, e desperdiçaram algumas boas oportunidades para marcar. Contudo a partir do meio da segunda parte, os jogadores começaram a acusar o muito calor que se fazia sentir e o cansaço apoderou-se deles e a velocidade do jogo ficou então muito reduzida.Só os safanões de alguns jogadores mais jovens das duas equipas iam dando alguma emoção ao jogo. Até que, aos 82 minutos, a bola foi colocada em profundidade na esquerda em Mesquita que bateu em corrida a defensiva do Paço dos Negros, entrou na área e à saída de Pedro desviou a bola do seu alcance fazendo assim o segundo golo da sua equipa, colocando um ponto final no resultado do jogo.O Paço dos Negros ainda reagiu e Lino teve nos pés a possibilidade de reduzir a expressão do marcador mas, uma vez Nuno e outra vez a falta de pontaria, obstaram a que ele concretizasse duas boas ocasiões de golo.Quando João Santana, um árbitro muito experiente, que chegou a integrar os quadros de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, deu o jogo por terminado, deu-se uma explosão de alegria na claque de apoio do Azambujeira que entrou em campo para vitoriar os seus jogadores.Treinador da Azambujeira diz que não foi o culminar da épocaAgora falta o nacionalO treinador da Azambujeira, Pedro Valadas, era um homem feliz e emocionado até às lágrimas, e ao mesmo tempo que enaltecia o trabalho de todo o grupo de trabalho, direcção incluída, referia também que esta era a vitória da vontade, do trabalho e da disciplina.“Tínhamos um grupo muito forte, todos lutámos pela mesma causa, sabíamos que a disciplina era extremamente importante porque nos podia dar a possibilidade de na segunda fase jogarmos sempre em casa, por isso caprichámos nesse capítulo e conseguimos o nosso objectivo. Agora estamos a viver um momento único na vida do clube e da aldeia. A festa vai durar até às tantas na Azambujeira”, garantiu Pedro Valadas.Por sua vez, o jogador-treinador do Paço dos Negros, Braulino, apesar da derrota, confessava a sua satisfação por ter chegado à final. “Estou satisfeito porque nunca esperámos chegar até aqui”.Contudo, Braulino, que endereçou os parabéns ao vencedor, também referiu que a sua equipa em nada foi inferior ao seu adversário. “Apenas falhámos na finalização, por isso estou satisfeito com a prestação da minha equipa, e garanto que vamos continuar a trabalhar para irmos o mais longe possível”.
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