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Assembleia Municipal de Torres Novas aprova contas

Edição de 28.04.2004 | Política
A Assembleia Municipal de Torres Novas, reunida segunda-feira, 26 de Abril, aprovou com os votos a favor do PS e contra da CDU e PSD e abstenção do presidente da junta de freguesia de Pedrógão, Silvino Rosa (CDU), o relatório e contas da câmara municipal referentes a 2003.Os vogais da assembleia seguiram o sentido de voto dos vereadores das mesmas forças políticas e as declarações de voto foram em geral as apresentadas pelos elementos do executivo camarário.O baixo índice de execução do plano de actividades, que se fixou pouco acima dos 32 por cento - o mais baixo dos últimos anos - foi mais uma vez referido pelos vogais da CDU, que entre outras rubricas salientaram o zero por cento de investimento no saneamento básico.O PS tem outra visão. Analisa o Plano Plurianual de Investimento (PPI) feito para quatro anos e no final do segundo, 2003, já foi executado 56 por cento, segundo afirmou o vice-presidente Pedro Ferreira (PS). Para o PSD, os pontos mais evidentes são a clivagem cada vez maior entre espaços urbanos e rurais, com clara preponderância de investimento nos primeiros. Focado foi também a aumento do endividamento.Fialho Ferro (PS) resumiu a sua intervenção afirmando que “não se pode ter uma no papo e outra no saco”. O que significa que não é possível transformar a cidade de Torres Novas, “como é reconhecido por todos que a visitam”, e ter a mesma capacidade de investimento nas freguesias. O termo “ligeireza” de apreciação utilizado por Fialho Ferro fez com que António Canais (CDU) pedisse para intervir. “Não gostei da ligeireza” disse e justificou: “Será que é ligeireza o empolamento posto na venda dos terrenos, o aumento das despesas de capitais?”.Dois dos presidentes de junta apresentaram a suas declarações de voto. E para Henrique Reis (PSD), autarca da Chancelaria, o voto contra tem por fundamento a falta de execução das obras previstas para a sua freguesia. “Há anos que digo o mesmo, voto contra porque há anos que espero que sejam feitas as obras programadas na minha freguesia. Um exemplo, há nove anos que está por resolver o saneamento na Rexaldia”.José Cavalheiro Conde (PS), presidente de Junta da Freguesia de Assentis, votou a favor porque é “fiel” e porque quem se queixa “tem mais obras feitas” na freguesia do que ele. “Palhaços!”, rematou.

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