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Alta tensão junto à escola

Junta da Meia Via quer ser indemnizada
Edição de 28.04.2004 | Sociedade
O presidente da Junta da Freguesia da Meia Via, José Gil Serôdio (PS), afirma que vai até às “últimas consequências” para que a sua autarquia seja indemnizada pela construção de torres de alta tensão, de 56 metros, junto à escola primária da povoação.“Eu não sei se a passagem de altíssima tensão, estamos a falar de uma corrente de 220 mil quilowatts, pode prejudicar a saúde, mas as torres estão a menos de 50 metros de uma escola primária com cerca de 100 alunos”, afirma o autarca.José Gil diz também que nunca foi chamado para nenhuma reunião na Câmara de Torres Novas e esclarece que conseguiu reclamar no último dia porque disso foi informado pelo presidente da Junta de Freguesia de Riachos, João Cardoso (PS).“Irei até à Procuradoria da República se for necessário. A Meia Via tem de ser indemnizada”, diz. E continua: “Há outras formas de conduzir a electricidade. Pode ser por cabos subterrâneos, se bem que é muito mais caro, mas é possível”.Para além das torres de alta tensão, o autarca afirma que num espaço de 50 metros, e tudo no centro da Meia Via junto à escola, passam a A-23, as condutas de água do Castelo de Bode, “que vão ser aumentadas”, e as de gás natural da Tagusgás. “Só faltava agora a altíssima tensão”.Igualmente tensas estão as relações com a Câmara de Torres Novas. José Gil afirma que a sua freguesia tem sido esquecida e deixou um recado, para um destinatário não identificado, sobre o 25 de Abril. “Na Meia Via costumamos comemorar o 25 de Abril, eu sei o que é o 25 de Abril, não admito que ninguém me pergunte se eu sei. Mas mais importante do que o 25 de Abril são as suas consequências”, disse. E enumerou a liberdade de pensamento e de expressão, a democratização do ensino e o acesso das mulheres a todos os graus de ensino e a democratização dos órgãos autárquicos. “Quando as competências de uns não se levam à prática é porque se esquecem as populações”, afirmou. A intervenção de José Gil está explicitada num documento assinado por si, enquanto presidente da junta, onde para além do programa comemorativo dos 30 anos do 25 de Abril, enunciou as obras por fazer e conclui: “Os meia-vienses foram capazes de definir o seu rumo ao constituírem a sua freguesia e, agora, se for necessário, tomarão medidas para dar novo rumo à sua terra”.

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