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Segurança de gabinete não é prioritária

Segurança de gabinete não é prioritária

Cinco câmaras municipais sem serviço de protecção civil

Ainda existem cinco municípios da região sem gabinete de protecção civil. Os autarcas consideram que essa não é uma prioridade e que a capacidade de resposta às ocorrências não é afectada.

Edição de 28.04.2004 | Sociedade
Cinco câmaras da região ainda não instalaram os gabinetes municipais de protecção civil. Em 2001 eram oito. Apesar da situação ter melhorado, o cenário ainda não é o ideal. Todos os municípios já têm o plano municipal de emergência elaborado e aprovado, mas nalguns ainda faltam planos específicos para situações de emergência em escolas, florestas, acidentes rodoviários e ferroviários. Almeirim, Alcanena, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Vila Nova da Barquinha são os municípios sem gabinete de protecção civil. Este último, em 2001, nem sequer tinha plano de emergência concelhio, entretanto elaborado. Mas três anos passados o presidente da Câmara da Barquinha, Miguel Pombeiro (PS), considera que um gabinete permanente de protecção civil não é uma prioridade. Na mesma linha está Alcanena. O presidente do município, o independente Luís Azevedo, garante que a falta do gabinete não tem influenciado a capacidade de resposta. Mas está empenhado na instalação do serviço, que espera estar a funcionar no início do próximo Verão. Em fase de instalação está também o de Salvaterra de Magos. Em Almeirim a autarquia também está a tentar instalar a protecção civil no Centro Coordenador Operacional da zona de Santarém Ribeirinho, junto ao quartel dos bombeiros. Mas ainda não há nada de concreto.Quem não está nada satisfeito com actual panorama é o governador civil de Santarém. Mário Albuquerque lembra que a responsabilidade de instalar os gabinetes da protecção civil municipal é das câmaras. “Não as posso obrigar”, desabafa. Mário Albuquerque, que por inerência do cargo é o responsável máximo da protecção civil distrital, dá o exemplo dos fogos catastróficos do Verão passado para reforçar que há experiências negativas das quais se deve tirar uma lição. E essa lição é a de que “a protecção civil deve estar organizada a nível municipal”. Caso contrário a situação vai continuar a ter “implicações a nível da coordenação distrital”. Em jeito de aviso, o governador civil diz que as câmaras que ainda não instalaram os Serviços Municipais de Protecção Civil (SMPC) devem começar a pensar nisso o mais depressa possível. Porque “não podemos dar resposta perante carências dos serviços municipais”, sublinha, acrescentando que estes gabinetes em cada concelho são fundamentais para que as coisas funcionem em termos de socorro e operacionalidade. O certo é que as questões da protecção civil apenas começaram a merecer importância há relativamente pouco tempo, salvo poucas excepções como a Chamusca, que tem um gabinete a funcionar há vários anos com um coordenador e três técnicos permanentes. Só de há um ano para cá algumas câmaras apostaram na área. É o caso de Azambuja (gabinete instalado no início deste ano) e Coruche (no ano passado). Mas ainda há muito por fazer, nomeadamente no que toca à elaboração de planos de emergência em vários sectores de risco. Reconhecendo que a situação de Rio Maior não é a ideal, porque não tem o serviço a funcionar permanentemente, o chefe de gabinete do presidente da câmara, Carlos Nazaré, também coordenador do SMPC, garante que se está a tentar arrancar com um plano específico para fogos florestais. Em Azambuja vai agora arrancar a elaboração dos planos de intervenção florestal, de acidentes rodoviários e ferroviários e de emergências nas escolas.
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