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Arbitragem “encomendada” impediu a vitória

Abrantes empatou 1-1 no terreno do líder

Benfica de Castelo Branco e Abrantes, primeiro e segundo classificados da série D, proporcionaram um excelente espectáculo de futebol. Os jogadores bateram-se bem e o Abrantes foi superior ao seu adversário. Só não venceu porque encontrou pela frente uma arbitragem “encomendada”, que lhe expulsou um jogador logo aos 14 minutos, invalidou um golo limpo e escamoteou uma grande penalidade por demais evidente. Mas o empate até foi um mal menor e a equipa abrantina se vencer no domingo pode fazer a festa da subida.

Edição de 05.05.2004 | Desporto
O jogo entre o Benfica de Castelo Branco e o Abrantes era decisivo para que as duas equipas continuassem a sonhar com a subida e na luta pela conquista do primeiro lugar. Por isso, José Vasques surpreendeu ao apresentar-se no terreno do adversário com um esquema táctico totalmente voltado para o ataque. O técnico abrantino colocou a sua equipa em campo num 4x4x2 muito elástico, onde os dois rápidos pontas de lança Santana e Milton descaíam para as alas abrindo espaços para as entradas de Telmo, e assim criaram uma mão cheia de oportunidades de golo e colocaram em respeito o seu adversário. O facto é que cedo se viu que ambas as equipas estavam ali para vencer. O Benfica de Castelo Branco, muito bem organizado, tentou controlar o jogo a meio campo e partir em jogadas apoiadas para a baliza, o que raramente conseguiu. O Abrantes entrou a dominar o jogo partindo sempre de uma forma correcta para o ataque. Logo aos seis minutos podia ter-se colocado na frente do marcador. Hamilton recebeu um passe de Bruno Ferreira e à entrada da área desferiu um potente remate que levou a bola a embater na barra da baliza defendida por Carlos Soares.O Abrantes mostrava mais futebol e pressionava o Benfica de Castelo Branco logo à saída da sua grande área, e a equipa comandada por Quim Manuel passava por grandes dificuldades. Começou então a surgir a “encomenda” de arbitragem, que aos 8 minutos admoestou o trinco Pombo com um cartão amarelo perfeitamente injustificado e seis minutos depois volta a exibir a cartolina amarela ao mesmo jogador, que, pasme-se, nem sequer tinha tocado no jogador albicastrense. A equipa do Abrantes ficou reduzida a dez elementos.José Vasques foi obrigado a fazer recuar Santana para o apoio ao meio campo, mas a equipa não se desconjuntou. Os jogadores souberam colmatar a falta do seu companheiro e, embora menos pressionante, a equipa abrantina continuou a ser a mais perigosa. Aos 36 minutos Bruno Ferreira, isolado frente a Carlos Soares atirou a bola contra o guarda-redes.Aos 40 minutos Prata foi expulso também por acumulação de amarelos e as forças voltaram a estar equilibradas, e Santana voltou a subir no terreno, tornando ainda mais evidente o domínio do Abrantes. Os comandados de Quim Manuel não conseguiam chegar com perigo até à baliza de Vítor Bernardes, que só foi chamado a uma intervenção difícil durante toda a primeira parte.Quando aos 45 minutos a equipa do Abrantes chegou ao primeiro golo, já o domínio lhe pertencia quase por completo. Embora os albicastrenses continuassem a mostrar o porquê de estarem no comando da classificação, demonstrando uma excelente organização dentro das quatro linhas. O primeiro golo aconteceu após uma excelente jogada de Bruno Ferreira na direita, que colocou a bola no flanco contrário em Sérgio Morujo, que centrou de primeira para o centro da área onde apareceu Santana a fuzilar, de cabeça, o guarda-redes albicastrense.Este golo com que se saiu para o intervalo era o corolário lógico do melhor futebol praticado pelo Abrantes. Mas já em período de compensação dado pelo árbitro, Monteiro obrigou Vítor Bernardes a uma excelente defesa, naquele que foi o único remate com perigo dos albicastrenses durante todo o jogo.A segunda parte começou praticamente com o golo do Benfica de Castelo Branco. Logo aos quarenta e seis minutos, Hamilton teve uma jogada infeliz. Ao tentar atrasar a bola para o seu guarda-redes, colocou-a nos pés de Monteiro, que isolado frente a Vítor Bernardes apenas teve que desviar a bola do seu alcance fazendo o golo do empate. A equipa do Abrantes não tremeu e continuou a dominar. Nem mesmo quando aos 55 minutos Afonso se lesionou e teve que ser substituído, aconteceu qualquer tremedeira. Os comandados de Quim Manuel não conseguiam impor o seu jogo. Mas aí voltou a surgir a “encomenda” que veio de Portalegre para apitar o jogo.Aos 59 minutos, numa bonita jogada de envolvimento dos três homens mais adiantados do ataque do Abrantes, a bola circulou entre Milton, Telmo e Santana, que baralharam por completo a defensiva adversária. Telmo colocou a bola por entre os centrais e em corrida, Santana ultrapassou-os e rematou forte para o fundo da baliza, perante o gáudio dos próprios adeptos da equipa da casa. O árbitro assistente assinala fora de jogo, “roubando” um golo legalíssimo e anulando uma bonita jogada de ataque.Os jogadores do Benfica de Castelo Branco esforçavam-se e tentavam travar a todo o custo o melhor futebol do Abrantes, mas não o conseguiam, e aos 80 minutos, receberam mais uma preciosa ajuda do árbitro. Telmo entrou com a bola controlada na área e foi agarrado por Ricardo Pinho. A camisola foi bem puxada durante alguns metros até que o jogador abrantino caiu. O árbitro estava bem perto da jogada, mas fez vista grossa à grande penalidade, culminando assim uma actuação desastrada e reveladora de uma grande falta de categoria.O empate acabou por ser um mal menor para as duas equipas, porque os seus principais adversários na luta pela subida, também empataram entre si, Benfica de Castelo Branco e Abrantes ficaram agora a uma vitória da subida ao Campeonato Nacional da segunda Divisão B.

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