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Apoios bem empregues

Suíços estão satisfeitos com gestão de ajuda dada a Mação na sequência dos fogos florestais
Edição de 05.05.2004 | Sociedade
O presidente da Câmara de Mação garante que a forma como está a ser aplicada a ajuda do Governo suíço ao concelho após os incêndios do último Verão agradou ao representante de Genebra que esta semana esteve na região.Saldanha Rocha (PSD) disse esta sexta-feira à agência Lusa que o consultor da agência de desenvolvimento suíça que acompanha a aplicação das verbas doadas pelo Governo helvético esteve em Mação esta semana, tendo ficado agradado com o que viu.Segundo disse, um terço dos 600 mil euros doados estão a ser aplicados na construção de uma secção dos bombeiros de Mação em Cardigos, numa zona onde um carro de bombeiros saído da sede de concelho pode demorar 45 minutos a chegar.Setenta mil euros estão a ser investidos na construção de uma camarata no quartel sede, pois os elementos do Grupo de Primeira Intervenção tinham de dormir numa garagem, adiantou.Por outro lado, foi adquirida uma viatura que funcionará como unidade de comando móvel, um projecto piloto que está em fase de equipamento, com tecnologia sofisticada, num projecto orçado em 100 mil euros.A autarquia tem também já na sua posse as três carrinhas todo-o-terreno (que vão substituir as que tinham 12 anos) e para as quais foram transferidos os equipamentos de combate a incêndios que estavam nas antigas, tendo o consultor suíço concordado com a aquisição de um jipe que ficará disponível para acções de primeira intervenção, afirmou o autarca.No início do mês chegou também a Mação o bulldozer que permitirá ajudar no combate aos incêndios, já que a autarquia considerava um risco continuar a utilizar para esse fim as máquinas de que dispõe e que “já não são fiáveis”, disse.A verba doada pelo Governo suíço está ainda a ser utilizada na instalação de um centro da protecção civil junto ao estaleiro municipal (que ardeu durante os incêndios de Agosto) e na aquisição de rádios para melhoria das comunicações, adiantou.Saldanha Rocha disse à Lusa que o Governo suíço exigiu que o total da verba doada se destinasse às populações, não aceitando pagar os impostos, despesa da ordem dos 145 mil euros que a autarquia assumiu.Afirmou ainda que a primeira fase de reconstrução das habitações ardidas no Verão de 2003 foi concluída, tendo sido realojadas em habitações condignas as 13 famílias que tinham perdido a sua casa.“Agora é preciso encontrar financiamento para a recuperação das 62 segundas habitações afectadas”, disse, sublinhando que a autarquia não tem capacidade para assumir esse compromisso.Em relação às famílias afectadas pelos incêndios, Saldanha Rocha afirmou que, no âmbito de um programa de luta contra a pobreza, está a ser constituído um gabinete técnico que vai abordar todas as pessoas afectadas, para estabelecer prioridades e avançar com projectos de vida.

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