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Moradores da Vala do Carregado queixam-se de abandono

Moradores da Vala do Carregado queixam-se de abandono

EN 1-3 aguarda por obras há 23 anos
Edição de 05.05.2004 | Sociedade
Os moradores da Vala do Carregado, freguesia de Castanheira do Ribatejo, estão cansados de esperar pela reparação da EN 1-3 que atravessa a localidade no limite do concelho de Vila Franca de Xira. A estrada empedrada têm buracos que mais parecem crateras e em alguns locais o piso cedeu e têm desníveis que colocam em risco a vida de quem ali circula. A continuar a cedência do piso, a via ficará intransitável a curto prazo.A situação agravou-se com a passagem diária de dezenas de camiões de grande tonelagem que se dirigem às obras da nova estação ferroviária, à zona industrial e à Central Termoeléctrica do Ribatejo. “No dia 20 de Abril, o Primeiro-Ministro e os ministros da Economia e Ambiente passaram por aqui, mas não se aperceberam da gravidade da situação porque os seus carros têm boas suspensões e grande comodidade”, referiu um dos moradores a O MIRANTE.José Oliveira estava com alguns amigos junto a uma ponte degradada que é mais um sinal do abandono que graça na localidade. A falta de limpeza do rio, com estrangulamentos que ameaçam novas enxurradas e a ausência de drenagem para as águas pluviais são outras preocupações que engrossam o rol de queixas. Os moradores queixam-se ainda da falta de passeios e do ruído provocado por dezenas de camiões que fazem a ligação à zona industrial. A alta velocidade a que circulam muitas viaturas, cujos condutores ignoram o limite de 50 quilómetros/hora imposto no atravessamento de localidades, é uma ameaça diária para crianças e idosos que são obrigados a andar na faixa de rodagem.João Pereira, um antigo comandante de bombeiros e morador no local, é uma das vozes mais inconformadas com o abandono a que a localidade tem sido votada e que começa logo na placa indicadora da localidade que está tapada pelas ervas daninhas.O morador conta que, nos últimos 23 anos, fez 19 telefonemas e foi 11 vezes à antiga Junta Autónoma de Estradas (JAE) e só conseguiu ser ouvido quando mandou um convite para a festa do 10º aniversário do abatimento da estrada em frente da sua casa (ver foto). Mas de nada valeu, a JAE alegou que não tinha condições para realizar a obra. Ano e meio depois da última reunião com a Direcção de Estradas de Lisboa, nada foi feito.No dia 26 de Abril, o munícipe foi à reunião da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em Castanheira do Ribatejo e, depois de deixar os seus lamentos, ouviu a presidente da câmara garantir que no espaço de um mês irá visitar a localidade acompanhada do director de estradas de Lisboa para que o responsável do IEP assuma uma solução.Os moradores referem que não basta reparar a estrada, é preciso cortar as árvores que estão a pressionar o terreno e criar muros de suporte para suster as terras e evitar a continuação dos abatimentos. O Plano Rodoviário Nacional 2000 previu a desclassificação da EN 1-3, mas a via só passará para a posse da câmara depois de devidamente arranjada. Quanto aos outros problemas levantados, a autarquia prometeu fazer um levantamento e procurar soluções. As intervenções no rio e nas margens terão de ser feitas pelo Instituto da Água (Inag).Nelson Silva Lopes
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