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Presidente da Assembleia da República foi o convidado de honra nos 90 anos do concelho de Alcanena

O presidente da Câmara de Alcanena aproveitou a presença no concelho do presidente da Assembleia da República para lhe pedir que mova influências junto do Governo. Em causa estão alguns problemas que tardam em ser resolvidos.

Edição de 12.05.2004 | Sociedade
O presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, foi o convidado de honra das comemorações dos 90 anos do concelho de Alcanena realizadas sábado, 8 de Maio. Recebeu a Medalha de Ouro, o mais alto galardão do concelho, e o pedido para ser “interlocutor sensibilizado” para alguns problemas que o concelho atravessa. Um pedido a que Mota Amaral não deu resposta.Mota Amaral foi o primeiro presidente da Assembleia da República a visitar oficialmente o concelho e a sua vinda foi a oportunidade de “Alcanena agradecer à Assembleia da República, 90 anos depois, em sua casa, a justiça do acto legislativo que em 1914 fundou o concelho”, disse o presidente da câmara, Luís Azevedo.O autarca pediu a intervenção de presidente da Assembleia da República como “interlocutor sensibilizado para os problemas e dificuldades que Alcanena atravessa”. Em 1914, as populações clamavam por estradas e escolas, 90 anos depois mantêm-se as mesmas reclamações, embora as estradas e as escolas se transfigurassem noutros projectos, na opinião do presidente. O autarca salientou o atraso na construção do tribunal de Alcanena, processo que se arrasta há longos anos com sucessivas promessas de início de obras embora as más condições em que funciona, devido às características do edifício, sejam reconhecidas pelos vários ministros que passaram pela pasta da Justiça. O novo quartel da GNR encontra-se na mesma situação.E tão ou mais grave é a “urgência de uma intervenção no sistema de saneamento de Alcanena que, após 20 de funcionamento, reclama investimentos que combatam a degradação”, bem como a resolução do saneamento básico na parte do concelho que integra o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.Se não houver intervenções rápidas Alcanena “regride duas décadas de investimentos e de significativos progressos”, afirmou o autarca.Mota Amaral ouviu, mas não adiantou quaisquer comentários. Enalteceu o concelho, a capacidade nacional de ultrapassar as dificuldades e os 30 anos de democracia e o alargamento da União Europeia.Pavilhão da escola inauguradoDepois da sessão solene, Mota Amaral inaugurou o pavilhão desportivo da Escola Secundária de Alcanena. O equipamento, construído no interior deste estabelecimento de ensino, será utilizado pelos alunos durante o horário lectivo e pelas associações do concelho no restante tempo.A obra, adjudicada por um milhão 345 mil euros, acabou por custar cerca de mais 100 mil euros. A sua construção foi possível devido à assinatura de um contrato programa entre a Câmara Municipal de Alcanena e a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DREL). A primeira desta entidades comparticipou com 274.238 euros e a DREL com o sobrante.
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