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“Esta não é uma festa de plástico”

Na abertura da semana da Ascensão na Chamusca, presidente da câmara elogiou a participação popular

A Semana da Ascensão continua na Chamusca até domingo. Música, espectáculos tauromáquicos e muita animação fazem parte de uma festa em que a comunidade se envolve activamente.

Edição de 19.05.2004 | Cultura e Lazer
A festa este ano é mais modesta. Mas o divertimento vai continuar a marcar a semana da Ascensão na Chamusca, inaugurada sábado, e que decorre até domingo. No discurso de abertura, o presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU), realçou que esta não “é uma festa de plástico, mas uma festa feita por pessoas”. Realçando que a Ascensão não pode ser considerada uma festa da câmara – apesar de ser a organizadora – Sérgio Carrinho elogiou a participação das pessoas para que a Chamusca receba bem todos os visitantes. Para o autarca as maiores festividades do concelho nunca poderiam ser tão grandiosas se não tivessem a participação da comunidade. No seu entender, a abertura da Ascensão deste ano é sofrida, uma vez que acontece nove meses depois da tragédia dos incêndios que devastaram grande parte do concelho. A câmara chegou a colocar a hipótese de não fazer a festa. Mas, referiu, “chegámos à conclusão que a devíamos fazer”. O tema dos incêndios dominou o discurso do presidente, que recordou os quatro mortos resultantes dos fogos – duas habitantes e dois sapadores chilenos – para além dos muitos prejuí-zos materiais. Apesar das feridas ainda estarem vivas na memória da população, Sérgio Carrinho considerou que é “confortável” chegar ao momento em que decorrem os festejos. Perante uma assistência de centenas de convidados e munícipes, o autarca sublinhou o capital humano de um concelho que vive com muitas dificuldades. Capital esse que, em seu entender, também foi determinante na resolução de muitas situações ocorridas durante os incêndios do último Verão. Nesse sentido lembrou que muita gente colaborou com materiais para a reconstrução de habitações ardidas, para além de donativos financeiros. Garantindo que ao longo da Ascensão essa informação estará sempre presente, o presidente da câmara exortou as pessoas a serem felizes e a divertirem-se. “Não podemos ficar a chorar sentados. Temos que chorar a andar”, comentou. Após o discurso decorreu uma verdadeira maratona de visita a todos os stands da festa, que durou cerca de três horas. A acção começou no espaço onde está patente uma exposição sobre os fogos que assolaram o concelho. Painéis informativos e fotografias dão conta dos prejuízos e da reconstrução que foi feita até ao momento.Esta quinta-feira, feriado municipal, há uma corrida de toiros (17h30) e à noite actua no palco principal Quim Barreiros (22h30). É nesse dia que abre também a nova ponte dos Capelos, na Estrada Nacional 118. Na sexta-feira a música é do grupo Quadrilha. Há ainda sevilhanas e à meia-noite inicia-se uma largada de toiros. Os Kussondulola sobem ao palco Ascensão às 22h30 de sábado. No último dia, domingo, o ponto forte é o concerto de José Cid e Quinteto, marcado para as 22h30.

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