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Impostos representam metade do preço das casas

Construção civil
Edição de 19.05.2004 | Economia
O presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS) apontou o excesso de impostos e a especulação dos terrenos como as causas do elevado preço das casas, numa entrevista publicada segunda-feira no Diário de Notícias.“Estamos a pagar imposto sobre imposto”, afirmou Joaquim Fortunado, referindo o Imposto Municipal sobre Transacções na compra do terreno e da habitação, a antiga SISA e o IVA na aquisição dos materiais.Joaquim Fortunato salienta que “a componente fiscal corresponde entre 40 por cento a 50 por cento do custo final da habitação”.O presidente da AECOPS falou ainda na dívida do Estado e das autarquias aos construtores de obras públicas, estimando que esta seja “superior a 500 milhões de euros” e que tenha levado ao encerramento de algumas empresas de menor dimensão.Joaquim Fortunato explicou que o atraso nos pagamentos do Estado não é superior a quatro/cinco meses, o mesmo não acontecendo com as autarquias, que chegam a estar dois anos para saldar as dívidas.Questionado sobre se o perigo de “crash” no sector imobiliário espanhol, anunciado pela OCDE, pode arrastar Portugal, Joaquim Fortunato afirmou: “Em Portugal, esse “crash”, se é que se pode assim chamar, já se verificou”.“Há também que reconhecer que, nos últimos anos, se construiu acima das necessidades do país”, defendeu o presidente da associação.Quanto à recuperação do sector para 2004, Joaquim Fortunado fala em optimismo, mas tem dúvidas que tal aconteça e prevê “um aumento de 3 por cento no custo final de construção de uma habitação”.Joaquim Fortunato justifica este aumento com a subida do preço do aço, que registou um aumento de 60 por cento desde o início do ano.No entanto, o presidente da AECOPS, considera que as casas em Portugal “não são assim tão caras, os portugueses ganham é pouco”.Lusa

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