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Fazer política é servir as pessoas

Edição de 19.05.2004 | O Mirante dos Leitores
A última edição de O MIRANTE contém uma notícia à qual, enquanto militante do Partido Social Democrata, não pude ficar indiferente. O título «PSD outra vez dividido» é bastante apelativo e sugere um manancial de pensamentos que apenas prejudicam a imagem de um partido que, como também a própria notícia afirma, quer conquistar a autarquia escalabitana. E se assim é, notícias como esta não deveriam ser notícia.Ao ler todo o texto, sou obrigada a concordar com o presidente da concelhia, Ramiro Matos, quando diz que «as questões internas do partido se resolvem lá dentro» e dou comigo a pensar sobre quem, de livre e espontânea vontade, quis colocar o partido na berlinda, sugerindo a sua divisão e denegrindo a sua imagem. Não foi com certeza a pensar no bem do partido, que o fez. Aliás, hoje pouco se faz a pensar no bem alheio, (quase) tudo se faz a pensar no bem pessoal para si próprio. E, provavelmente, quem o fez, terá pensado assim. Repugna-me esta ideia, mas, infelizmente, tenho de a considerar. A minha política, a do meu dicionário pessoal, significa servir as pessoas. Assistir a episódios destes, que não são sobre questões políticas, mas sobre politiquices da política, onde sobressai a necessidade que alguém tem de aparecer, de se mostrar, de se divulgar, num espaço que não é o próprio, porque no que é próprio não o consegue fazer, revolta-me, na minha ingenuidade de jovem militante, revolta-me. Se ao menos o fizesse para dignificar a situação do partido, para mostrar o que o partido tem feito! Aí sim! Aí valeria a pena vir falar do partido para a comunicação social. Mas não, o que fez em nada ajudou, nem em seu próprio proveito, ao contrário do que possa ter pensado, lamento dizer. É caso para dizer que «lhe saiu o tiro pela culatra» ou que «se virou o feitiço contra o feiticeiro».Não é assim que se trabalha para o bem comum, não é com estas atitudes que se conquistam militantes (a menos que o julgue conseguir fazer através do cacique), não é desta forma que se ganham eleições. Já agora, quem quer maltratar o Partido Social Democrata, esteve no último plenário? Pois bem, eu estava lá e não ouvi uma única crítica destrutiva ao trabalho da concelhia, pelo contrário, ouvi vários elogios. Sabem, meus senhores, é lá que devem falar, é lá que devem dar o vosso contributo, é lá que fazem falta, não nas páginas dos jornais! Maria Fernanda Azoia - Casével (Texto enviado por correio electrónico)

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