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Prioridade ao pagamento a fornecedores

Prioridade ao pagamento a fornecedores

PS sugere medidas após reunião com conselho de administração do Hospital de Santarém

Pagar as dívidas a fornecedores e promover a prestação de cuidados de saúde com a participação de todos os elementos são as prioridades apontadas pelo PS para o Hospital Distrital de Santarém.

Edição de 19.05.2004 | Política
O Hospital Distrital de Santarém (HDS), SA tem dinheiro no banco e não salda as dívidas a fornecedores. A conclusão pertence à comitiva do PS constituída por Idália Moniz, Carlos Catalão e os deputados à Assembleia da República Luísa Portugal e Luís Carito, que se reuniu com o conselho de administração daquela unidade hospitalar, na manhã de sexta-feira. A dívida do hospital à Associação Portuguesa de Industriais de Farmácia (APIFARMA) é de 3,9 milhões de euros, “com um prazo médio de pagamento de 339 dias, o que não é uma situação muito confortável”, salientou Luís Carito.Uma parte do “bolo” de 14,8 milhões de euros de dívida total a fornecedores que, segundo o deputado não se justifica, havendo dinheiro em depósitos bancários. “Pensamos que a melhor política é pagar quando se tem 30,7 milhões de euros no banco” sugeriu, acrescentando que, por essa via, o hospital tem vindo a protelar pagamentos e onerando a dívida com juros. Além de ficar numa posição mais difícil face a uma futura negociação de diminuição de preços.O que numa perspectiva de pura gestão se traduz na falência técnica do hospital. “Mas como a saúde não pode ser vista nessa perspectiva, estamos confiantes que o Governo irá dotar este hospital de uma maior subvenção anual para o Serviço Nacional de Saúde e que facture mais com os subsistemas”, referiu o deputado. De acordo com os socialistas, destaca-se ainda o resultado líquido negativo do exercício de 2003 de cerca de 4,4 milhões de euros. Um valor que segundo, as suas contas, aumentou mais de 40 por cento. No capítulo dos cuidados de saúde, Luisa Portugal reconheceu o esforço realizado na organização técnica da unidade, sugerindo a participação de todos e não apenas dos chefes de departamento.“As listas de espera em cirurgia não são muito preocupantes. O que já não acontece com as consultas externas em algumas especialidades como oftalmologia, otorrinolaringologia e urologia, que dependem mais de uma política de saúde que dos hospitais”, analisou a deputada socialista.
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