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Chegou a vez dos empresários

O Gestor do Programa Valtejo diz que o Estado já fez o seu papel para o valorizar o Tejo

O Estado já fez a sua parte no desenvolvimento económico e social dos concelhos ribeirinhos do Tejo. Agora a bola está do lado dos empresários e da sua capacidade de investimento.

Edição de 19.05.2004 | Sociedade
Rio de temores e de amores, como lhe chamou o gestor do Programa Valtejo, o Tejo tem observado uma completa revolução das suas margens na região do Ribatejo (entre Abrantes e Azambuja). Um revolução iniciada pelo dinheiro da União Europeia e que, espera-se, seja finalizada pelos euros dos empresários locais.“O Governo fez o seu papel, agora é a vez dos empresários”, referiu António Marques, adiantando que a função do investimento público é servir de alavanca ao investimento privado. No programa Valtejo, a responsabilidade da administração central foi envolver as entidades públicas para fazer uma série de investimentos. Porque cada vez mais os investimentos públicos têm de ser sustentáveis. “Não se pode financiar equipamentos só para inaugurações”, referiu o gestor, que falava na sexta-feira em Constância, no âmbito do Fórum dos Rios.António Marques diz não ser difícil utilizar, rentabilizar e dinamizar o rio Tejo, não apenas em termos de lazer, mas também de turismo e de desporto. E deu mesmo como exemplo o rio Nilo (Egipto) onde as margens, não só numa região, mas ao longo de todo o seu percurso, estão a ser utilizadas de modo a retirar proveitos económicos. “Muitas das coisas são pequenos investimentos mas grandes oportunidades de negócio que também poderiam ser criadas aqui nesta região”. A partir de agora, referiu o gestor, há que incentivar novas oportunidades de negócio que possam potenciar o investimento estatal, porque “só assim faz sentido a existência de intervenções públicas”. Na senda dos exemplos, António Marques pegou no conceito do Parque das Nações, onde a iniciativa privada soube aproveitar as infra-estruturas deixadas pela Expo 98.O programa Valtejo tem actualmente um nível de execução de 85 por cento por parte das autarquias. Mas os investimentos privados não passam, para já, de meras intenções embora, como salientou o gestor, já haja projectos na área hoteleira que rondarão os 20 milhões de euros.Muito pouco se se quiser tirar verdadeiramente um proveito também económico das margens do rio. Os autarcas, como disse o presidente da Câmara de Constância, António Mendes, têm grandes expectativas quanto ao futuro papel do Tejo na vivência das comunidades. Cabe aos empresários não as gorarem.

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