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Grupo malaio insiste na transformação de lixo em energia

Criado grupo de trabalho para averiguar a viabilidade do projecto
Edição de 19.05.2004 | Sociedade
O grupo malaio Agni pretende construir uma estação de produção de energia a partir de resíduos sólidos na região e conta com o apoio do presidente da Câmara de Torres Novas. António Rodrigues tem servido de mediador entre a empresa, os municípios integrados na Amartejo, Resitejo e Resiurb, associações que detêm os aterros sanitários no distrito de Santarém, mas há quem questione o investimento. Transformar o lixo produzido pelos munícipes do distrito de Santarém em energia e não imputar custos às autarquias é demasiado “bom” para alguns autarcas.A instalação de uma estação de produção de energia a partir de resíduos sólidos urbanos por parte da Agni estava prevista inicialmente para o concelho de Torres Novas mas, mais recentemente, já se fala na sua implantação na zona do Arripiado, concelho da Chamusca. Qualquer que seja o local, a verdade é que o presidente da Câmara de Torres Novas apadrinhou desde início o projecto e sempre se mostrou convicto da sua viabilidade, ao contrário de alguns colegas.É por isso que na semana passada António Rodrigues promoveu uma reunião entre os representantes da Agni em Portugal e as autarquias que integram os três sistemas de recolha e tratamento do lixo na região – Amartejo, Resitejo e Resiurb.Do encontro saiu um grupo de trabalho - constituído pelos três sistemas, empresa malaia e as câmaras de Torres Novas e Chamusca – que irá analisar a viabilidade do projecto, a melhor localização e as soluções mais vantajosas para os municípios. Se o projecto for avante poderá ser posteriormente envolvido o Ministério do Ambiente.A empresa malaia propõe-se receber o lixo que os concelhos depositam hoje nos três aterros existentes, reutilizando grande parte para produzir energia e enviando o lixo que não presta para essa reutilização para os sistemas, com a vantagem de prolongar, deste modo, a vida útil dos aterros.Um projecto paralelo e concorrente à estação de valorização orgânica que os três sistemas têm previsto implantar junto ao aterro da Carregueira. Por isso, grande parte dos autarcas da região refere que só se deve avançar para o projecto malaio se se verificar que ele será vantajoso para os municípios.

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