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O fim dos camiões no centro da vila

O fim dos camiões no centro da vila

Via circular externa foi inaugurada sábado na Golegã

Sábado foi dia de inaugurações na Golegã. A vila passa a contar com uma circular rodoviária externa que vai tirar os camiões do centro e com um novo pavilhão desportivo.

Edição de 19.05.2004 | Sociedade
Com a pavimentação da via circular externa da Golegã a maioria dos caminhos rurais desse concelho agrícola ficaram asfaltados e o trânsito de pesados vai finalmente deixar de circular pelo interior da vila. A inauguração formal da obra decorreu no sábado, 14 de Maio, e foi presidida pelo director da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO), David Geraldes. A via circular externa, que parte do cruzamento da Ladeira José Relvas, foi subsidiada pelo programa Agris e comparticipada pela Câmara Municipal da Golegã. Com a sua abertura fica proibida a circulação de viaturas pesadas no centro da vila, com excepção dos veículos pertencentes aos residentes.“Os habitantes da Golegã não podem deixar os pesados na rua, esses vão continuar a circular por dentro da vila, mas os outros não”, frisou o presidente da câmara, Veiga Maltez.A utilização dos dinheiros públicos nesta obra foi demoradamente esclarecida por Veiga Maltez e David Geraldes. O programa Agris subsidia apenas caminhos rurais, cuja faixa de rodagem não pode ultrapassar três metros de largura. No entanto, no início a via circular tem seis metros. “Até à bifurcação nos Caminhos Longos foram dinheiros municipais, a partir daí entrou o programa Agris”, esclareceu Veiga Maltez e continuou: “Foi um processo limpo, não houve nada de estranho nisto”.A posição foi reforçada por David Geraldes, que elogiou o dinamismo do autarca goleganese: “Quem tem unhas é que toca guitarra e o presidente da Câmara da Golegã tem um enorme dinamismo”, afirmou.Segundo o director da DRARO, em 2003 foram aplicados todos os dinheiros destinados ao programa AGRIS: “É pena que não possa ser premiado com a reserva de excelência, mas esses dinheiros serão aplicados em novas tecnologias do conhecimento”, lamenta adiantando que só em 2006 poderá haver novas apostas em infra-estruturas.A pavimentação destes caminhos rurais na Golegã, numa extensão de cinco quilómetros, foi possível realizar por metade do orçamento estimado o que irá permitir o arranjo das restantes vias rurais. “A nossa candidatura era de 60 mil contos, gastamos metade e podemos aplicar o restante na pavimentação da estrada das Praias e em dois caminhos na zona da Quinta da Cardiga e São Caetano”, acrescentou Melancia Cachado, vereador responsável pelas obras, que concluiu: “Depois disso teremos todos os caminhos agrícolas pavimentados”.Pavilhão desportivoinauguradoNa tarde de sábado foi ainda inaugurado o pavilhão desportivo da Golegã. O equipamento, construído no recinto da Escola Secundária Martins Correia, custou cerca de 440 mil euros e foi subsidiado a 100 por cento pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo.Para além da utilização pelos alunos daquele estabelecimento de ensino, o pavilhão está também aberto à comunidade.“É salutar o relacionamento entre comunidade educativa e autarquia”, disse na cerimónia inaugural o secretário de Estado da Administração Educativa, Abílio Morgado, para acrescentar: “E como todas as escolas precisam de fundos era bom que a câmara também usasse o pavilhão e pagasse à escola por essa utilização”.A presença do sub-director da DREL, Carlos Dantas, que também pertence ao Conselho Local de Educação da Golegã, juntamente com a visita do secretário de Estado Abílio Morgado, foi aproveitada por Veiga Maltez para referir as necessidades mais urgentes do concelho em termos educativos. “Sempre que o governante nos visita temos de pedir qualquer coisa, precisamos de um novo jardim-de-infância”.A inauguração do pavilhão começou uma hora depois do programado, porque o presidente Veiga Maltez fez questão, como já se tornou habitual, de primeiro levar o governante ao Equuspolis, ex-libris da Golegã.
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