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Uma hora para enviar uma carta

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Atrasos na Estação de Correios de Santarém motivam protestos de utentes

Algumas dezenas de pessoas acumularam-se no átrio e escadarias da estação dos Correios de Santarém, na tarde de quinta-feira, devido à demora no atendimento. Uma situação que motivou protestos dos utentes e, até, a chamada da PSP.

Edição de 19.05.2004 | Sociedade
A demora no atendimento da Estação de Correios de Santarém, durante a tarde de quinta-feira, motivou fortes protestos das dezenas de utentes que tiveram de esperar cerca de uma hora, em média, para serem atendidos. As pessoas acumularam-se no átrio e nas escadarias para realizar operações tão rotineiras como comprar selos e envelopes, enviar faxes ou efectuar operações financeiras. Tudo porquem cerca das 17h30, apenas três dos nove balcões estavam em funcionamento, a par de outros dois afectos às encomendas.Marta Jesus entrou nos CTT às 17h11, como indicava o tiquet, para comprar um envelope de formato A4 e selos de correio azul, para enviar currículos. Mas passados 45 minutos ainda não tinha sido atendida e tinha 40 números à sua frente. “Pedi o livro amarelo mas dizem que não têm”, denunciava a O MIRANTE. Na mesma situação encontrava-se Manuel Mouta, que aguardava para realizar uma operação financeira. Entrou nos correios cerca das 17h30, com o número 675, e às 18h15 ainda tinha muito que esperar.Filipa Marques queria enviar uma carta e comprar um selo, mas também não teve melhor sorte. Faltavam dez para as 18 horas quando entrou e o tiquet já indicava 90 minutos de tempo de espera provável. “Já tentei uma vez na máquina de selos no exterior mas coloquei um euro e não recebi selo nem troco”, recordava. Com o tempo a passar, e como não fosse facultado livro de reclamações, um dos utentes, Silvino Domingos, chamou a PSP. Os dois agentes demoraram mais de meia hora a chegar, apesar da esquadra se situar a cem metros.Após uma conversa com responsáveis dos correios, os agentes informaram que os CTT não eram obrigados a dispor de livro amarelo (de reclamações), e que tal tinha sido substituído por um impresso. Explicação que não foi dada aos utentes por nenhum dos funcionários da estação. Quando já se caminhava para as 18h30, hora de fecho da estação de correios, cinco utentes acabaram por preencher os impressos com os seus dados apontando o tempo de espera como motivo do seu descontentamento. O MIRANTE tentou obter um comentário dos responsáveis dos CTT às queixas dos utentes, mas tanto de Coimbra como de Lisboa, para onde fomos remetidos, não obtivemos respostas até ao fecho desta edição.
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