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Vila Franca terá nova estação em 2005

Vila Franca terá nova estação em 2005

Refer vai construir três interfaces com autocarros e parques de estacionamento

A nova estação de comboios a Norte de Vila Franca de Xira irá estar concluída no final de 2005. A Refer anunciou também duas novas vias ferroviárias até Azambuja, três interfaces com autocarros e 700 lugares de estacionamento.

Edição de 19.05.2004 | Sociedade
Dentro de um ano e meio, a nova estação de comboios que vai ser construída a Norte de Vila Franca de Xira, estará concluída. A garantia foi dada pelo responsável pela obra que anunciou ainda que a Refer vai criar duas novas vias ferroviárias até Azambuja, três interfaces com autocarros e 700 lugares de estacionamento. O anúncio foi feito na terça-feira, 18 de Maio, durante uma visita da Comissão Parlamentar de Obras Públicas e Transportes.Segundo António Fernandes, responsável pelas intervenções na Linha do Norte, a empresa, que gere as infra-estruturas da rede ferroviária nacional, vai investir 57 milhões de euros no troço entre Vila Franca de Xira-Norte e Azambuja.Além da construção da nova estação e das duas novas linhas ferroviárias, entre Vila Franca de Xira e Azambuja, está prevista a supressão de todas as passagens de nível.Serão também construídos três novos interfaces com autocarros e 700 lugares de estacionamento, na nova estação, no Carregado e em Espadanal da Azambuja.“A Refer está a desenvolver um programa, até 2007, que pretende permitir ao operador de comboios, a CP, tirar partido da capacidade dos comboios pendulares e alcançar uma viagem de duas horas e 11 minutos (menos cerca de 45 minutos que actualmente) entre as estações de Lisboa/Oriente e Gaia”, disse o responsável da Refer.O administrador da CP, António Rosinha, sublinhou que esta é uma duração teórica de trajecto, sendo necessário decidir quantas paragens serão realizadas no percurso, o que aumentará o seu tempo.Durante a visita dos deputados da Assembleia da República, António Rosinha frisou que a CP pretende apostar numa maior ligação com os outros meios de transporte e no reforço da articulação com as autarquias para solucionar problemas de estacionamento e de acessibilidades às estações de comboios.“A intermodalidade, nomeadamente na ligação da CP com a Carris, Metro e Transtejo, é o grande desafio desta unidade para os próximos anos”, afirmou o administrador da CP, que defende melhores ligações e articulações de horários e tarifários integrados com os outros meios de transporte.António Rosinha sublinhou que a intermodalidade permitirá a todos os operadores ganhar novos passageiros.“Quanto mais ligações pla-neadas entre os transportes, mais pessoas os utilizarão”, disse, considerando que se utilizam pouco os transportes públicos “porque a rede ainda não é suficientemente cómoda”.Por outro lado, a CP “precisa da ajuda” das autarquias para melhorar a acessibilidade às estações de comboios e aumentar a capacidade de parqueamento junto às estações, a preços compatíveis com o transporte público.Na opinião de António Rosinha, medidas como as restrições de circulação anunciadas para a cidade de Lisboa “podem talvez ajudar as pessoas a verificar que o comboio é um bom meio de transporte”.Para a deputada social-democrata Isabel Gonçalves, presidente da Comissão Parlamentar de Obras Públicas e Transportes, o trabalho desenvolvido pela USGL da CP - que conseguiu aumentar a procura da Linha da Azambuja mais de oito por cento desde 2000 - é “positivo”.“Começou pela avaliação do existente e de como se pode e se deve melhorar para proporcionar cada vez mais um transporte público adequado, viável, confortável”, disse a deputada aos jornalistas, sublinhando a necessidade de melhorar a oferta para aumentar a procura.Uma tarefa que caberá também à recém criada Autoridade Metropolitana de Transportes. “O organismo está a iniciar o seu trabalho e vamos esperar que trabalhe no sentido de uma melhoria quantitativa e qualitativa dos transportes públicos, nomeadamente na intermodalidade”, referiu Isabel Gonçalves, defendendo ainda uma maior ligação com o poder central e autarquias, na discussão do problema do transporte público na Grande Lisboa.
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