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O novo homem forte do PSD

Miguel Relvas passa de secretário de Estado da Administração Local a secretário-geral do partido
Edição de 26.05.2004 | Política
Miguel Relvas saltou da Secretaria de Estado da Administração Local, que ocupou até à remodelação governamental iniciada quinta-feira, 20 de Maio, para as funções de homem forte do aparelho social-democrata. No congresso do PSD, que se realizou este fim-de-semana em Oliveira de Azeméis, o também presidente da Assembleia Municipal de Tomar e deputado eleito pelo distrito de Santarém, foi indicado por Durão Barroso para secretário-geral do partido.Fontes social-democratas citadas pela Agência Lusa dizem mesmo que o primeiro-ministro e presidente do PSD aproveitou a já há muito anunciada mudança de funções de Relvas, e o facto de Barroso querer um secretário-geral em regime de exclusividade, para mexer na equipa do Ministério das Cidades, do Ambiente e do Ordenamento do Território.A saída de Miguel Relvas do Governo para o cargo de secretário-geral do PSD (já havia ocupado essas funções na JSD) não surpreende totalmente. A reforma administrativa que conduziu – e que levou à criação das áreas metropolitanas e comunidades urbanas – encontra-se concluída. Por outro lado, as inúmeras deslocações que fez pelo país durante os dois últimos anos conferiram-lhe um capital de popularidade junto das bases do partido que Durão Barroso não quis desperdiçar numa altura em que se começam a preparar importantes batalhas eleitorais. E Relvas vai ter aí um papel fundamental, designadamente na coordenação do “dossier autárquicas” no país e na região.É sabido que o PSD pretende apresentar candidaturas fortes em algumas câmaras ribatejanas nas mãos de outros partidos, sendo Santarém o alvo mais apetecido. Não é difícil prever que a escolha do candidato para a capital de distrito terá o seu dedo, até porque são conhecidas algumas divergências no interior das hostes social-democratas locais.E há até quem alvitre a possibilidade do próprio Relvas se envolver numa dessas batalhas. Uma hipótese que o mesmo descartou peremptoriamente ao nosso jornal na segunda-feira, referindo que a exclusividade pretendida para o cargo que agora ocupa não admite excepções. “Quem é que pode organizar uma campanha a esse nível se tiver de organizar a sua candidatura?”, questiona em jeito de comentário.Certo é o regresso de Miguel Relvas à bancada do PSD na Assembleia da República, que se processou já esta semana. Nos órgãos nacionais do partido, Miguel Relvas vai ter ainda a companhia de alguns dos seus companheiros ribatejanos. O deputado José Luís Ribeiro dos Santos foi eleito secretário da mesa do Congresso, enquanto os também parlamentares Vasco Cunha e João Moura passam a integrar o Conselho Nacional do PSD.

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