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Abrantes aderiu aos Gulliver

Mini-autocarros eléctricos tiveram uma média de 320 passageiros diários
Edição de 26.05.2004 | Sociedade
Abrantes foi a segunda cidade, das vinte e duas onde os mini-autocarros eléctricos Gulliver foram testados, a registar maior adesão de passageiros. De 19 de Abril a 21 de Maio, os veículos circularam nas ruas estreitas e acidentadas do centro histórico com uma média diária de utilização de 320 pessoas. No entanto, as acentuadas subidas e descidas provocaram alguns problemas de manutenção dos veículos, principalmente ao nível dos travões e de aquecimento do motor. O balanço de mais esta experiência foi feito na quinta-feira, 20, na presença do secretário de Estado dos Transportes, Francisco Seabra Ferreira, do representante da Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico (APVE), Robert Stussi, para além do director da Direcção Geral dos Transportes Terrestres (DGTT), do representante da Rodoviária do Tejo e do presidente da câmara.Os Gulliver, que se encontram numa fase experimental, são uma das alternativas que se colocam à criação de transportes urbanos nas cidades com centros históricos. Com um índice de emissões poluentes muito mais baixo que os tradicionais veículos a gasóleo e facilmente manuseáveis nas ruas estritas poderiam ser, à partida, os autocarros ideais para os centros das cidades. No entanto, o elevado custo de cada exemplar tem inibido os autarcas de optarem pela sua aquisição.Até ao momento, apenas Coimbra e num circuito muito determinado, optou pelos Gulliver. Em Abrantes, apesar da adesão da população, o Gulliver teve problemas de funcionamento. A demonstração permite, segundo o secretário de Estado, tirar todos os ensinamentos sobre a circulação deste tipo de veículos que, até agora, tem sido sobretudo utilizado em cidades mais planas.O Entroncamento foi outra das cidades escolhidas para a demonstração dos mini-autocarros eléctricos, mas a câmara local vai optar por viaturas tradicionais. “Precisa de veículos maiores”, explica o secretário de Estado acrescentando que estes não são veículos de massas.A Rodoviária do Tejo tem sido parceira destas experiências na região mas debate-se com dois problemas: “É vital encontrarmos situações cada vez melhores e mais eficazes”, afirmou Orlando Ferreira, administrador da Rodoviária do Tejo, para acrescentar: “Para nós uma viagem é encarada como um pedaço da vida das pessoas. Apostamos num melhor serviço, mas desde Janeiro os combustíveis tiveram um aumento de 14 por cento. É importante encontrarem-se soluções mais amigas do ambiente”

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