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Parque natural com meios de emergência obsoletos

Sistema de comunicações tem falhas e carrinhas de intervenção em incêndios estão estafadas

Rádios velhos e ineficazes e carrinhas de primeira intervenção completamente estafadas são as principais dificuldades do Parque Natural das Serras D’Aire e Candeeiros na prevenção e combate a incêndios.

Edição de 26.05.2004 | Sociedade
O sistema de comunicações do Parque Natural das Serras D’Aire e Candeeiros (PNSAC) está obsoleto. Os rádios usados para comunicar com bombeiros e Direcção Geral das Florestas, em caso de emergência, nalguns casos já não fun-cionam correctamente. A situação é reconhecida pela directora do PNSAC. Maria João Botelho admite que este ano tenha que se usar telemóveis para suprir as carências dos rádios de comunicação. A directora desta zona protegida não tem dúvidas que é necessário substituir o sistema e espera que tal aconteça no próximo ano. Outra das situações que tem influência na prevenção de incêndios é a das equipas de vigilantes da natureza. Maria João Botelho considera que o número de 12 guardas é suficiente, mas queixa-se da falta de meios. As viaturas usadas na vigilância e as carrinhas equipadas com kit para primeira intervenção em caso de incêndio estão velhas e estafadas. A poluição é um dos problemas que mais aflige a direcção do parque. Tem sido difícil controlar as descargas de entulhos e lixos na área do parque, uma vez que os prevaricadores actuam durante a noite. Por isso, Maria João Botelho tem apostado na sensibilização ambiental junto das populações. Para indicar formas de controlar os despejos ilegais e identificar a sua influência nas águas subterrâneas, o PNSAC está a desenvolver uma candidatura ao Programa Operacional do Ambiente para a execução de uma investigação sobre os aquíferos e a circulação hídrica na área protegida. O estudo será feito pela Faculdade de Ciências de Lisboa. E permitirá estabelecer os efeitos da poluição e apontar medidas para a combater e minorar os seus efeitos. O parque está também a monitorizar as escorrências da Auto-Estrada 1 (Lisboa-Porto). As águas que correm da via para os terrenos do parque estavam a contaminar os aquíferos com resíduos de óleos, pneus e combustíveis. Com base nas análises que estão a ser feitas, a direcção do PNSAC poderá exigir à Brisa, concessionária da auto-estrada, a realização de obras. Maria João Botelho lamenta também o crescimento desordenado da floresta, sobretudo perto de núcleos habitacionais. Uma situação que se deve ao abandono das aldeias e de práticas como a agricultura. Para a directora este cenário tem consequências graves em termos de conservação da natureza e permite que os incêndios florestais tenham uma progressão até aos aglomerados populacionais.

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