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Reconversão da Previdente levanta dúvidas

Edição de 26.05.2004 | Sociedade
A Previdente, uma unidade fabril que laborava no Sobralinho mas acabou por deslocar-se para o Porto, quer agora reconverter as antigas instalações. Enquanto a maioria socialista na Câmara de Vila Franca de Xira fala na boa vontade da empresa, em não querer deixar o espaço ao abandono, os vereadores da CDU, no concelho, alertam para interesses económicos.A lei impõe que primeiro seja feito um Plano de Pormenor pela autarquia. Só então, e se os interesses de ambas as partes convergirem, é que a empresa tem “luz verde” para o seu projecto. Para acelerar o processo, a Previdente disponibilizou-se para participar na elaboração e nos custos do plano. Na reunião de 12 de Maio, o vereador do Departamento de Habitação e Urbanismo, Ramiro Matos (PS), tentou que a aprovação da minuta do protocolo para as instalações da Previdente fosse unânime, mas não conseguiu evitar as críticas do vereador Alves Machado (CDU) e a abstenção dos três vereadores comunistas.Segundo o autarca da coligação, as intenções da empresa não têm nada de louvável, porque por detrás desta “reconversão de instalações” se encontram interesses imobiliários e económicos, uma vez que a antiga fábrica compreende uma área de mais de 30 hectares, o equivalente a 30 campos de futebol.Alertou ainda os autarcas para que não deixassem que interesses privados se sobrepusessem aos interesses públicos e para que a Câmara impusesse, antes da assinatura do protocolo, as regras do jogo e os moldes de elaboração do Plano de Pormenor.Apesar de ainda não estar nada definido para aquela área, Ramiro Matos adiantou apenas que se prevê que o espaço se destine a actividades económicas.

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