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Uma questão de segurança

Câmaras de Constância e Barquinha exigem obras na ponte sobre o Tejo

A ponte sobre o Tejo que une os concelhos de Constância e Barquinha necessita de obras estruturais. Os municípios não têm dinheiro e passaram a bola para as mãos do Governo.

Edição de 26.05.2004 | Sociedade
As câmaras de Constância e de Vila Nova da Barquinha enviaram na quinta-feira um ofício ao ministro das Obras Públicas onde se desvinculam da responsabilidade sobre a manutenção da ponte rodo-ferroviária sobre o Tejo que liga aqueles dois concelhos. Essa missão estava-lhes delegada desde a assinatura de um protocolo, em 1984, entre os municípios e o então Ministério do Equipamento Social, mas há muito que os dois municípios vêm reclamando a intervenção do Governo.As duas autarquias alegam que não têm meios financeiros suficientes para efectuar as obras de fundo de que aquela travessia carece - designadamente ao nível da estrutura e do tabuleiro metálico que suporta a circulação de comboios e automóveis - e para cuja necessidade têm vindo a alertar nos últimos anos.O presidente da Câmara de Constância, António Mendes (CDU), lançou mais um apelo nesse sentido por ocasião do Fórum dos Rios, que se realizou nessa vila recentemente. E desta vez, juntamente com o seu homólogo de Barquinha, Vítor Pombeiro (PS), resolveu passar das palavras aos actos.“Se houver ali um problema não queremos ser responsabilizados por isso”, afirmou ao nosso jornal António Mendes que diz não aceitar, “em circunstância alguma”, o aumento de tráfego na zona sem que se efectuem as necessárias obras.Para além do trânsito ligeiro, circulam diariamente pela centenária ponte dezenas de viaturas pesadas com destino aos aterros sanitários de Carregueira (Chamusca), ao Campo Militar de Santa Margarida e à fábrica de pasta de papel da Companhia de Celulose do Caima. O tráfego na travessia só pode ser feito num sentido, de forma alternada, o que por vezes origina grandes engarrafamentos.António Mendes recorda que, até à data, a intervenção das autarquias tem-se resumido à conservação de alguns estragos ligeiros provocados pelo embate de veículos nas guardas da ponte e pela reparação dos semáforos sempre que necessário. Essas despesas são divididas pelas duas câmaras.Os autarcas alegam que a ponte tem, hoje, uma dimensão nacional e que a elevada degradação da estrutura carece de intervenção do Estado. “A situação é muito preocupante no que respeita à segurança e funcionalidade da ponte”, reforça a O MIRANTE António Mendes.A construção de uma nova ponte na zona é também ambição antiga e reivindicada como prioridade. No entanto o processo tem-se arrastado ao longo dos últimos anos. A informação disponibilizada às autarquias por parte do Governo indica que o estudo prévio ainda se encontra em apreciação para ser submetido à avaliação do impacto ambiental.

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