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Uma resposta às exigências da indústria automóvel

Uma resposta às exigências da indústria automóvel

Ipetex investe dois milhões de euros em nova linha de produção

A Ipetex, pioneira em Portugal na produção de têxteis técnicos, abriu a semana passada uma nova linha de produção, num investimento de dois milhões de euros para responder às exigências da indústria automóvel, anunciou a empresa sediada no concelho do Cartaxo.

Edição de 07.07.2004 | Economia
António João Lavrador, presidente do Conselho de Administração e administrador-executivo da Ipetex, disse à Lusa que a nova linha, que começou a ser montada em Maio, visa uma maior especialização da empresa em alguns produtos de não-tecido (feito a partir de fibras derivadas do petróleo) para insonorização do interior dos automóveis e revestimento das bagageiras.Nascida há 40 anos no seio do grupo CUF (Companhia União Fabril), a Ipetex foi nacionalizada depois da revolução de 1974 e privatizada há dez anos, sendo seu principal accionista a holding da Portugália (cervejarias) e da Companhia de Cervejas Estrela.Segundo António Lavrador, a empresa, que emprega cerca de 150 pessoas, está a passar por uma “grande reestruturação financeira” por causa do investimento feito na nova linha e para redução do passivo, esperando este ano, pela primeira vez, dar lucro.Frisando que, quando foi privatizada, em 1994, a empresa “estava muito endividada”, o administrador afirmou que nos últimos dois anos foi conseguido um equilíbrio, estando este ano já a dar lucro, havendo uma previsão de vendas da ordem dos 13 milhões de euros, 70 por cento para a indústria automóvel.Segundo disse, cerca de 75 por cento das vendas da empresa destinam-se a exportação, metade directamente e as restantes encaminhadas através de clientes nacionais.António Lavrador disse à Lusa que a empresa abastece praticamente todos os fornecedores de primeira linha de peças para interiores dos automóveis, direccionando-se para nichos de mercado, como a oferta de soluções integrais para os mini-carros (sem carta), fabrico de peças para os bancos dos veículos da Auto-Europa e revestimento interior de comerciais de um conjunto de marcas.Paralelamente à aposta na indústria automóvel, reforçada com o novo investimento, a Ipetex é ainda líder de mercado na produção de têxteis técnicos na área da geotecnia, sector em que, segundo António Lavrador, têm crescido as vendas e tem havido uma melhoria no desempenho da fábrica.Os produtos para este sector destinam-se essencialmente à impermeabilização de aterros e drenagem nas auto-estradas, afirmou.Segundo disse, a empresa, que se divide por duas áreas de negócios - os têxteis técnicos e as componentes para automóveis, onde podem ser usados outros materiais, como as alcatifas -, é a única produtora nacional e até ibérica de alguns materiais não-tecidos.Ana Paula Saldanha, directora da Qualidade e da Logística da empresa, disse à Lusa que a Ipetex foi uma das primeiras empresas do país a ser certificada pelo Instituto Português da Qualidade, em 1992, quando ainda pertencia à IPE, Investimentos e Participações do Estado.Foi a partir daí que a fábrica, inicialmente vocacionada para as alcatifas e as napas, se virou para os não-tecidos, um têxtil fabricado a partir de fibras sintéticas que se podem ligar por três métodos diferentes, com químicos, pelo calor ou com a utilização de agulhas, sendo a linha mais recente de agulhagem, disse.Além da utilização na indústria automóvel e em geotecnia, os não-tecidos são usados na confecção de roupas (entretelas), para os encostos de cabeça em aviões e comboios, batas e máscaras de médicos, para fabrico de fraldas descartáveis e pensos higiénicos.Lusa
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