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Assalto à mão armada em Samora Correia

Condutor foi neutralizado com arma branca

Dois homens encapuzados obrigaram um condutor a entrar para o banco de trás do carro e levaram-no para um descampado. Depois de roubarem o telemóvel, documentos e 20 euros, deixaram a vítima no centro da vila e arrancaram com o carro. Foi em Samora Correia na madrugada de sexta-feira.

Edição de 07.07.2004 | Sociedade
Um homem foi raptado e ficou sem o carro depois de um assalto à mão armada, na madrugada de sexta-feira, 2 de Julho, numa rua de Samora Correia. António Luís Gonçalves foi abandonado pelos dois homens depois de andar cerca de três quilómetros no banco de trás da viatura. Os dois indivíduos de estatura média nunca falaram e para além do carro ficaram com todos os documentos, um telemóvel e 20 euros em dinheiro. A vítima contou a O MIRANTE que foi interceptado pelos dois assaltantes encapuzados quando saia de casa, na Zona 4/16, junto da Cooperativa Pluricoop, cerca das 4h00 da madrugada. O pedreiro foi forçado a entrar no banco de traseiro do carro e a primeira coisa que lhe pediram por gestos foi o telemóvel. “Eles apontaram-me uma arma branca nas costas e empurraram-me para o banco detrás”, disse a O MIRANTE a vítima, ainda a recuperar do susto.Depois os assaltantes dirigiram-se à zona industrial da Murteira, perto do estádio de futebol, onde pediram a carteira, os documentos do carro e os 20 euros que o homem tinha reservado para pagar a inspecção do carro horas depois. “Quando me levaram para aquele local, pensei o pior”, disse.Estranha foi a simpatia dos assaltantes, que não agrediram a vítima e foram deixá-la na rua dos Operários Agrícolas, perto da Avenida “O Século” e do centro da vila. “Eles não me fizeram mal, mas dói-me o corpo todo. Não ganhei para o susto”, contou à porta do posto da GNR de Samora Correia, onde apresentou queixa por furto e sequestro contra desconhecidos.Carro já tinha sido roubadoA viatura furtada-um Volkswagen Jeta, de cor branca e com a matrícula XO-41-33-era propriedade do enteado da vítima que lhe tinha confiado a viatura para fazer a inspecção num centro de Porto Alto. Curiosamente, o carro já tinha sido furtado no fim do ano passado e tinha sido recuperado. O automóvel tinha um vidro rachado por uma pedra no dia anterior. A viatura estava vendida a um terceiro e deveria ser entregue ao novo dono na sexta-feira.As autoridades consideraram como “estranha”, a forma de actuação dos assaltantes e admitiram tratar-se de alguém que conhecia os movimentos da vítima. Até ao fecho desta edição ainda não tinha sido recuperada a viatura.António Luís garantiu que não tem inimigos e disse não ter suspeitos do assalto. “Eu sou uma pessoa de trabalho, não faço mal a ninguém”, desabafou. Nelson Silva Lopes

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