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GNR não envia reforços

Comando diz que os índices de criminalidade no concelho de Almeirim são baixos

Os pedidos da Câmara de Almeirim para que a GNR reforce o posto da cidade com mais militares não foram aceites pelo comando dessa força.

Edição de 07.07.2004 | Sociedade
A GNR não vai reforçar o posto de Almeirim com mais militares. Esta é a resposta do comando-geral da guarda a um pedido do presidente da câmara, Sousa Gomes, que recentemente manifestou estar preocupado com o aumento da insegurança. Perante esta posição da GNR, o autarca diz que não tem outra hipótese senão continuar a fazer pressão para que haja um reforço de efectivos. Numa carta enviada ao presidente da autarquia, o comandante-geral da GNR garante que na área de responsabilidade do posto de Almeirim os índices de criminalidade e sinistralidade são baixos, em comparação com outras áreas. E apresenta um quadro com os números de 2002 e 2003, que indicam respectivamente 524 e 552 crimes, ou seja um aumento de 5,3 por cento. O comando da força de segurança refere que de facto há um aumento geral da criminalidade em Portugal. O que se deve “à elevada taxa de desemprego, da precariedade das condições de vida das populações, da alteração dos valores éticos e morais, da marginalidade e da toxicodependência”. Mas ressalva que Almeirim não está entre as maiores preocupações. Refere-se ainda que o comando da Guarda tem vindo a gerir criteriosamente os meios colocados ao seu dispor no sentido de melhor garantir a segurança das populações. E acrescenta-se que a situação em termos de pessoal da GNR “não permite para já efectuar qualquer reforço”. A segurança no concelho de Almeirim vem sendo posta em causa pela câmara há muito tempo. Há cinco anos, durante uma reunião do executivo municipal, foram feitas várias criticas e ficou patente o descontentamento do município, com alguns autarcas a dizerem que a GNR andava mais preocupada em multar os automobilistas do que em prevenir a delinquência. Na altura Sousa (PS) Gomes colocou a hipótese de se criar um corpo de polícia municipal. No ano passado a autarquia chegou ao extremo de se oferecer para pagar os combustíveis das viaturas do posto e despesas com consumíveis, em troca de mais efectivos. Mas a oferta não foi aceite. Em Abril último, constatou-se que o posto da cidade tinha ao serviço apenas 13 militares. O que obrigava a que por vezes se recorresse à ajuda do posto de Alpiarça. Sousa Gomes disse na sessão da assembleia municipal desse mês que a insegurança no concelho estava a “atingir uma situação grave”. Na segunda quinzena do mesmo mês, registaram-se quatro assaltos a estabelecimentos comerciais. No último foram usadas armas e feitas ameaças aos moradores. O que levou Sousa Gomes a afirmar que a situação está pior do que há dez anos quando a GNR policiava as três freguesias rurais (Raposa, Benfica do Ribatejo e Fazendas de Almeirim) e o policiamento da cidade estava nas mãos da PSP, cujo posto foi desactivado. A assembleia municipal aprovou por unanimidade uma moção em que reclamava uma solução urgente para o problema. Os deputados municipais exigiam o reforço do posto com meios humanos e materiais e a criação de um posto móvel da GNR em Benfica do Ribatejo e Fazendas de Almeirim.

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