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“Ideia gira” falhou

Câmara de Torres Novas rescindiu contrato para compra de um mini-estádio
Edição de 07.07.2004 | Sociedade
A Câmara Municipal de Torres Novas rescindiu o acordo com a empresa do antigo futebolista Paulo Sousa para aquisição de um mini-estádio desmontável, por incumprimento dos prazos de entrega do equipamento.O presidente da Câmara de Torres Novas, António Rodrigues (PS), disse que a compra do equipamento, inicialmente para utilizar durante a realização do Euro 2004, mas destinado depois a outras iniciativas da autarquia, pareceu “uma ideia muito gira”, pela versatilidade e pelo tempo de vida útil (quatro anos) e tendo em conta o investimento em causa.A empresa de Paulo Sousa, a Trajectória, comprometeu-se a vender à Câmara de Torres Novas, a exemplo do que fez com outras três autarquias (Viseu, Serpa e Estremoz), um mini-estádio pelo preço de 175 mil euros, que no caso torrejano contaria com uma comparticipação de 75 por cento da Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte (ADIRN).O compromisso inicial era instalar o equipamento até 5 de Junho no Rossio de S. Sebastião, local onde a autarquia pretendia colocar um ecrã gigante para a visualização dos jogos do Euro e desenvolver uma série de iniciativas, desde um programa de animação que se estenderia pelas festas da cidade até à instalação de colectividades e espaços comerciais, que suportariam os custos assumidos.Paulo Sousa ainda foi a Torres Novas dar uma conferência de imprensa para, segundo António Rodrigues, pedir desculpa pelo atraso, comprometendo-se a instalar o equipamento até 19 de Junho, o que também não aconteceu. Por isso, a autarquia rescindiu o acordo com a empresa a semana passada.O autarca disse à Lusa acreditar que o antigo futebolista foi enganado pelo fornecedor e que “é gente honesta”, elogiando o facto de Paulo Sousa ter “dado a cara” e assumido que “as coisas correram mal”.António Rodrigues sublinhou que o prejuízo que decorreu para o município foi o gorar das expectativas criadas, uma vez que ficou de início acordado que o pagamento só se faria 60 dias após a entrega.A câmara acabou por alterar o local para a realização das festas da cidade, que decorrem até 14 de Julho, optando pelo Jardim das Rosas, junto ao rio Almonda.Foi aí que, “num relvado enorme”, foi colocado um ecrã gigante que, nas noites dos jogos do Euro, juntou “alguns milhares de pessoas”, disse.O Jardim das Rosas será também o local para a realização do vasto programa cultural elaborado para o “mini-estádio”, onde se incluem diversos ciclos de cinema.Entretanto a Câmara Municipal vai reconverter a candidatura que apresentou ao programa Leader, através da Associação de Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte (ADIRN), para aquisição do mini-estádio e tentar obter as mesmas verbas para investir no Centro de Interpretação das Grutas do Almonda (CIGA) e no Campo Escola dos Escuteiros, em Pedrógão.Lusa/O MIRANTE

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