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Os males da burocracia

Autarcas do Médio Tejo contestam falta de apoio à vigilância de fogos
Edição de 07.07.2004 | Sociedade
O presidente da Comunidade Urbana (Comurb) do Médio-Tejo criticou segunda-feira a falta de apoios do Estado à prevenção dos incêndios através de torres de vigilância nas florestas.Poucos dias depois de vários incêndios terem atingido concelhos como Tomar ou Abrantes, António Paiva (PSD), que é também presidente da Câmara de Tomar, lamentou que a candidatura da Comurb para a construção de torres de vídeo-vigilância nas florestas não tenha sido aprovada pela tutela.“Tomar está a arder: por mais equipamentos de combate aos incêndios que se comprem, é fundamental saber quem é que está na origem dos problemas”, defendeu António Paiva, lamentando a alegada falta de vontade do Estado em resolver estes problemas.“Entendemos que só com torres de vigilância é possível prevenir a sério novos fogos”, considerou, lamentando ainda a “burocracia” e a “lentidão” do Estado para satisfazer as necessidades das populações.“Continuo a criticar o facto de ser apenas a administração central a determinar as condições pelas quais se deve reger a gestão deste processo”, salientou, defendendo que “têm que ser as autarquias a apoiar os bombeiros no combate dos incêndios”.Apesar desta articulação já suceder, nomeadamente em concelhos como Tomar, onde os funcionários camarários são chamados para apoiar o trabalho dos bombeiros municipais, António Paiva defende uma coordenação regional da prevenção e combate aos fogos.“Ou vamos à origem rapidamente e as torres de vigilância são fundamentais ou, por muito equipamento que se arranje para combate, os fogos serão sempre demasiados”, considerou.A solução preconizada pelo autarca passa pela construção de torres de vídeo-vigilância nas florestas, nalguns casos até com sensores térmicos, que podem ser utilizadas para localizar muito cedo os fogos e identificar suspeitos.“Eu não percebo como é que a Espanha consegue colocar seis redes de tele-vigilância na Andaluzia e nós não conseguimos enquadramento legal para uma candidatura” a fundos comunitários, desabafou António Paiva.O autarca criticou também a lei que criou as comissões municipais de defesa da floresta, lamentando o pouco alcance destes organismos, que deveriam ser regionais.“As árvores e os fogos não sabem onde termina um concelho e começa outro”, notou.Lusa

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