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Sem obras não há candidato

Sem obras não há candidato

Presidente da Junta de Parceiros da Igreja faz ultimato ao presidente da Câmara de Torres Novas

O presidente da Junta de Parceiros de Igreja, Torres Novas, diz que só se candidata a novo mandato se a câmara fizer obras nos arruamentos da aldeia de Parceiros de São João.

Edição de 07.07.2004 | Sociedade
Fernando Sousa (PS), presidente da Junta de Freguesia de Parceiros da Igreja, diz que não se recandidatará às próximas eleições autárquicas se os arruamentos em Parceiros de São João, um dos lugares da freguesia, não forem arranjados. A decisão já foi comunicada ao presidente da Câmara Municipal de Torres Novas e líder da concelhia do PS, António Rodrigues. O autarca de Parceiros de Igreja, que conquistou a freguesia ao PSD nas últimas autárquicas, afirma que há muitos outros investimentos que deviam ser feitos em Parceiros da Igreja, mas os arruamentos são ponto de honra. “Tanto quanto sei o processo está a andar e pelo menos existe a promessa de que vão ser arranjados, mas se não forem não me volto a candidatar”.O autarca tem larga experiência do cargo e diz mesmo que ser presidente de junta é quase uma questão de família: “O meu avô foi regedor alguns 30 anos, o meu pai foi presidente 15 anos e eu antes deste mandato já tinha 16 anos de junta. Mas isto é uma luta de pobres, tem de ser o presidente e os outros membros da junta a executarem alguns trabalhos, não há dinheiro para mandar fazer”, conta.Entre os grandes investimentos que deviam ser feitos conta-se o saneamento básico. Parceiros da Igreja é uma das duas freguesias do concelho de Torres Novas que não têm esta infra-estrutura em nenhuma das aldeias que a constituem. No entanto, Fernando Sousa diz que “temos de aguardar”.“Presentemente, não há apoios comunitários e, segundo me têm informado há hipótese de entregar estas obras a uma empresa, são coisas que vão demorar bastante tempo”, conforma-se e acrescenta: “Não vamos esperar pelo saneamento para arranjar as ruas de Parceiros de São João, ou nunca mais temos os arruamentos condignos”.Em Parceiros da Igreja a inexistência de saneamento básico, para além dos problemas de poluição que acarreta, afecta também a economia da freguesia. “Dantes havia mais de meia dúzia de lagares de azeite, no ano passado só funcionou um. Se houvesse saneamento básico, os donos dos lagares podiam tratar com muito mais facilidade das águas ruças, que são o principal problema”, continua.Por outro lado, o autarca “entende” que em povoados muito pequenos terá de arranjar-se uma solução para o tratamento de efluentes que não passe pela instalação de condutas e estações elevatórias.“Os particulares têm de fazer as suas fossas, obedecendo às regras, e não rotas como acontece na maior parte dos casos, e criar-se um sistema que faça a recolha dos efluentes e os transporte para as estações de tratamento”, opina o autarca.
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