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Transportes urbanos aceleram em Almeirim

Câmara abre concurso para compra de autocarro e aprova tarifários e protocolo com Rodoviária do Tejo
Edição de 07.07.2004 | Sociedade
Parece que é desta que a cidade de Almeirim vai ter um circuito de transportes urbanos. A câmara municipal decidiu segunda-feira lançar um concurso para a compra de um autocarro através do sistema de leasing. Foi aprovado também o tarifário e um protocolo a celebrar com a Rodoviária do Tejo, que vai ceder os motoristas para o serviço. Há um ano que o município vem manifestando interesse em criar o serviço de transportes na cidade, mas só agora vai avançar para a compra de um autocarro no valor de 94.500 euros. Valor ao qual acresce o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). O autocarro vai ter capacidade para 12 lugares sentados e 10 de pé. Tem a particularidade de ter o piso rebaixado, o que permite um fácil acesso a idosos e pessoas com dificuldades de locomoção. A autarquia aprovou também os horários de funcionamento. Durante a semana as carreiras - que vão ligar os serviços públicos, escolas, superfícies comerciais, zona industrial e zonas de concentração de pessoas - funcionam entre as 07h30 e as 20h00. Ao sábado o horário é das 08h00 às 14h00 e está prevista também a realização de carreiras nos domingos de feira mensal. Os tarifários constavam já de um estudo de mobilidade e transportes na cidade, elaborado em Dezembro de 2003. Existem as modalidades de bilhetes adquiridos a bordo, os pré-comprados e os passes. Para uma viagem o bilhete adquirido no autocarro vai custar 60 cêntimos, enquanto os pré-comprados custam menos 10 cêntimos. Quanto aos passes mensais o valor para os estudantes e para a terceira idade é de 6,25 euros e tem um número ilimitado de viagens. Os passes para empresas custam 10 euros.O serviço vai funcionar em parceria com a Rodoviária do Tejo (RT), a operadora de transportes que abrange o concelho. Com base num protocolo a autarquia fica com a responsabilidade de comprar o veículo e de pagar à RT quatro mil euros mensais. Em troco, a empresa cede os motoristas e fica encarregue da limpeza, manutenção e inspecções do autocarro. A receita dos bilhetes vai para a autarquia, que assume ainda a responsabilidade pelos pneus, combustíveis e avarias extraordinárias da viatura.Segundo o vereador do Trânsito, Pedro Ribeiro, procurou-se desta forma fazer um acordo com economias de escala, já que o município adquire o gasóleo a preços mais baratos que no mercado, tal como acontece para os pneumáticos. O protocolo tem a validade de dois anos, podendo ser renovado, salvo se houver renúncia de uma das entidades até 120 dias.

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