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TVE internacional

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Melhor empresa do ano na região de Santarém aposta na qualidade e excelência de serviço

Numa altura em que a crise económica bateu à porta das empresas da região, agravada pela falta de apoios comunitários, a TVE – Montagens Eléctricas do Vale do Tejo é das poucas a remar contra a maré. Nunca teve necessidade de procurar mercado, aposta na qualidade do seu serviço para fidelizar clientes e os seus 80 trabalhadores têm trabalho garantido pelo menos até 2006.

Edição de 14.07.2004 | Economia
Se há casos de sucesso empresarial na região de Santarém a TVE é um deles. Em quatro anos de vida a empresa, que centra a sua actividade nas montagens eléctricas, aumentou o seu volume de negócios para dez vezes mais, mercê de uma estratégia empresarial que aposta na qualidade para garantir o futuro.Não foi por acaso que a TVE ganhou o galardão de Melhor Empresa do Ano da Região de Santarém em 2002, um prémio atribuído pela Nersant e pelo jornal O MIRANTE que distinguiu, sobretudo, a sua dinâmica empresarial. Um prémio merecido mas que apanhou de surpresa os proprietários da empresa. “Não estávamos à espera”, diz Jorge Pereira, adiantando que o galardão é para toda a equipa. “Sem os trabalhadores não conseguiríamos chegar onde chegámos”.A estratégia da empresa foi a de fazer vingar o seu trabalho pela qualidade. É por isso que em 2001 a TVE obteve o certificado de qualidade de acordo com a norma ISO 9001, um passo importante não só para a consolidação da sua imagem, como também para a sua própria organização interna.A TVE nasceu em 1998 e resultou da transformação da Montel. Alterou a denominação mas não a propriedade. Jorge Pereira, a par com a mulher, continuam a ser os responsáveis pelos destinos de uma empresa que quer cada vez chegar mais longe. Os desaires empresariais do passado – como um investimento em Angola que não deu o resultado esperado – serviram de experiência para o salto internacional da TVE. Porque também se aprende com os erros.Em 1991, as coisas não correram muito bem, particularmente devido ao clima de instabilidade vivido naquele país africano. E também pela pouca experiência além-fronteiras. Treze anos depois Jorge Pereira aposta de novo no mercado africano, mais consolidado.A TVE acabou de ganhar um contrato para os caminhos-de-ferro angolanos. O objectivo é preparar um comboio que possibilitará a manutenção da via, nomeadamente a monda química da linha, em andamento. A empresa prepara-se ainda para concorrer ao concurso interna-cional de construção de uma nova universidade em Luanda.Irlanda foi trampolimA visibilidade e notoriedade internacional da TVE foram ganhas, contudo, pela obra que actualmente tem em execução na República da Irlanda. Em 2001 a ESB, congénere irlandesa da EDP, lançou um concurso internacional para remodelação de toda a sua rede de média tensão, concurso que a empresa de Torres Novas acabou por ganhar.“Agarrámos a oportunidade que surgiu e o nosso trabalho parece estar a agradar na Irlanda”, afirma Jorge Pereira, que não descarta a hipótese de consolidar a presença da TVE naquele mercado, estando já de olho nos concursos para a construção de uma sub-estação da rede eléctrica e de um parque eólico. “Tudo indica que estaremos por lá até à próxima década”. A concretização da obra na Irlanda abriu as portas do mercado europeu e da tão desejada internacionalização da empresa. O responsável da TVE refere ter actualmente em carteira vários contactos com empresas de outros países, nomeadamente Inglaterra, mas prefere não abrir muito o jogo por estarem ainda numa fase muito inicial.Apesar de afirmar que a TVE nunca teve necessidade de procurar trabalho – ao contrário, a empresa tem vindo a angariar cada vez mais obras – Jorge Pereira admite que o contrato irlandês, cujo valor ascende a 30 milhões de euros até 2006, é a grande mais-valia da empresa. “Deixa-nos mais descansados para podermos projectar os nossos investimentos futuros”.Até porque o mercado nacional está longe de poder dar garantias aos empresários. “Há mais obras, os preços estão a melhorar, mas as dificuldades de recebimento mantêm-se”, afirma o empresário, adiantando que em Portugal se está a pagar a 120, ou mesmo 150 dias, enquanto na Irlanda, 14 dias após a emissão da factura a empresa recebe o respectivo pagamento. As entidades públicas, locais e centrais, continuam a ser os pio-res pagadores.Mas a TVE não se pode queixar dos clientes nacionais. Organismos públicos, grandes empresas privadas, autarquias e empresas de construção civil têm sido seus parceiros de negócio, como lhes chama Jorge Pereira. Que diz ser incapaz de destacar uma de muitas obras que já fez. “Gostei de todas”. Mas os olhos brilham mais quando fala dos arranjos exteriores da Expo’98, talvez pela dimensão e pelo simbolismo do projecto.Triste é ver uma obra feita e desaproveitada, como a do terminal multimodal do Vale do Tejo, junto a Riachos. “É realmente uma pena ver aquela infra-estrutura parada”. Os investimentos feitos naquela vila, de onde o empresário é oriundo, não lhe têm dado grande sorte, aliás. Há anos que a TVE aguarda pela concretização da zona industrial de Riachos, onde adquiriu um terreno para criar novas instalações.“Se as infra-estruturas já estivessem concluídas poderíamos desenvolver a nossa actividade com melhores condições, apesar do investimento que temos feito aqui”, refere o empresário, referindo-se à actual sede da empresa, na variante do Bom Amor, em Torres Novas.Com ou sem novas instalações, a TVE continua a fazer um trabalho de qualidade reconhecível além-fronteiras. E porque o trabalho faz-se a partir de uma equipa a TVE tem “mimado” os seus 80 funcionários, 22 dos quais a trabalharem na Irlanda. Eles fazem parte do êxito da empresa e por isso Jorge Pereira tenta que todos se sintam satisfeitos e motivados.E porque a motivação deve ser dada para além do horário de trabalho, a TVE organiza regularmente vários eventos e actividades sociais, participados não só pelos seus colaboradores mas também pelas famílias. Fazem-se picarias, torneios de futebol e outras actividades ao ar livre. A última aconteceu há cerca de um mês – uma descida de canoa no Zêzere. Porque a vida não é só trabalho.
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