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O perigo dos poços sem cobertura

O perigo dos poços sem cobertura

Depósitos de água sem protecção já vitimaram alguns animais em Vale da Pedra

Perto de uma urbanização de Vale da Pedra, Cartaxo, os campos estão minados de poços de fácil acesso em alguns casos camuflados pela vegetação. Os moradores alertam para o perigo que representam para as crianças das redondezas.

Edição de 13.07.2004 | Sociedade
Os moradores da Urbanização de S. Lourenço, em Vale da Pedra, Cartaxo, estão preocupados com o perigo que representam os inúmeros poços destapados que se espalham nos arredores.Nos últimos meses vários cães foram encontrados já sem vida pelos proprietários no interior dos poços, muitos dos quais sem qualquer protecção. Os depósitos de água, que chegam a atingir os 15 metros de profundidade, espalham-se por terrenos sem vedação que ficam paralelos à estrada nacional. Um dos cães que Sílvia Torres, 29 anos, adoptou no canil do Cartaxo foi uma das últimas vítimas. Mas a sua grande preocupação são as crianças do bairro que utilizam os terrenos como espaço para brincar. Os poços, que ficam a escassos metros das moradias, estão descobertos ou insuficientemente resguardados e mesmo no Verão encontram-se cheios de água. “Para os miúdos que são curiosos é um perigo. Assim como já lá caíram cães, qualquer dia pode ser uma criança e depois do mal feito já não há remédio”, alerta Sílvia Torres, mãe de uma criança de três anos.A mesma preocupação tem Glória Azevedo, 52 anos, que costuma ir passear com o neto nas traseiras da moradia, onde se encontra um poço a pouco mais de dois metros.Outro dos cães encontrados no interior do poço pertencia a Mesquitela, 64 anos. O poço, escondido entre a vegetação, está rodeado de uma pequena rede com vários orifícios que não foi suficiente para impedir que o animal se precipitasse. “Um simples caçador está sujeito a cair num desses poços que mal se vêem”, avisa.O morador garante que nas redondezas há um poço a cada 50 metros e nem os proprietários dos terrenos sabem muito bem onde ficam, já que as propriedades vão passando de pais para filhos. Se em outras épocas os poços serviam para as regas, hoje os proprietários quase não lhes dão uso. Muitos estão escondidos entre arbustos e são uma autêntica mina à espera de rebentar.Os populares nunca chegaram a apresentar queixa à GNR do Cartaxo, mas o comandante do posto garantiu ao nosso jornal que irá averiguar a situação e caso sejam detectadas irregularidades será elaborado um auto a enviar à autarquia.A responsabilidade de fiscalização dos poços, que até há pouco tempo pertencia aos governos civis, é agora da competência das câmaras municipais (ver caixa). O vice-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Ribeiro, assegurou a O MIRANTE que serão enviados fiscais ao local. No caso de não estar a ser respeitado o disposto no decreto lei, os serviços da autarquia irão notificar os respectivos proprietários. Ana Santiago
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