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Acabar as férias no hospital

Acabar as férias no hospital

Edição de 21.07.2004 | Aquelas férias...
Acabar as férias na cama de um hospital não é das coisas mais agradáveis, mas foi o que aconteceu a Mário Cruz e a mais três colegas quando, há uns anos, viajavam pela Noruega. Um despiste do automóvel em que seguiam deu-lhes a conhecer por dentro a excelência do sistema nacional de saúde norueguês, mais propriamente na cidade de Bödo. As mazelas não foram muito graves e esse percalço não deixou vacinado Mário Cruz, 39 anos, contra o vírus do viajante. Nem contra a Noruega, já que foi nesse país que passou as férias que mais saudades lhe deixaram. Acima de tudo pela beleza esmagadora das paisagens. É por isso um destino que aconselha.Duas ou três vezes por ano, o dono do bar Bota Abaixo, em Santarém, sai do país. Umas vezes para destinos exóticos como o Nepal, Mali, Moçambique ou Índia, outras para paragens mais triviais, como os países europeus. Já esteve em quatro continentes e conta fazer uma incursão ao quinto, a Oceânia, com uma visita à Nova Zelândia.Mário Cruz procura nas viagens o confronto com outras culturas, com paisagens urbanas e naturais diferentes. Tudo o que é fora do vulgar e lhe ajuda a alimentar a paixão pela fotografia. As suas férias são sobretudo isso, absorver o que pode de outras culturas, e não estender-se de papo para o ar numa qualquer praia de areia branca e águas cálidas a riscar os dias no calendário. São feitios…É por isso que entre os seus destinos ambicionados é o gelo e não o sol que é denominador comum: Terra do Fogo (no extremo sul da América do Sul), Alasca e Islândia estão no topo da lista. Mas as próximas férias estão marcadas para os Açores, um dos poucos locais de referência no território nacional que não conhece.Porque apesar de viajar para o estrangeiro com regularidade desde há 20 anos, nunca desprezou o slogan do vá para fora cá dentro. Sempre com pessoas amigas, ficando em hotéis, pensões ou em tendas de campismo, conforme as circunstâncias. Mas nunca subordinado à ditadura dos guias turísticos, apesar de gostar de programar bem a estadia em cada local e os sítios a visitar.As férias mais exóticas que passou foram no Mali, um pobre país africano, mas as piores recordações vêm da comida indiana, muito condimentada e vegetariana, “com uma confecção estranha”. Mesmo assim revela que se adapta bem e que não há nenhum destino que tenha riscado do mapa após o ter visitado.
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