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Rui Vale no Tourisense

Guarda-redes ainda não percebe as razões da saída do Fátima

Após quatro épocas consecutivas no Centro Desportivo de Fátima, o guarda-redes Rui Vale transferiu-se para o Tourisense, clube da Associação de Futebol de Coimbra que este ano subiu da terceira à Segunda Divisão B.

Edição de 21.07.2004 | Desporto
O divórcio entre as duas partes foi anunciado logo no final da época passada, mas ainda hoje o guardião não percebe as razões que o levaram a sair. “O Fátima falou comigo três dias antes de acabar o campeonato a dizer que não contavam comigo e acabou assim”, conta Rui Vale, que foi titular na maior parte dos jogos e não acredita que tenha sido apenas por razões financeiras até porque não lhe apresentaram nenhuma proposta.Rui Vale não guarda rancor a ninguém mas sente que merecia um mínimo de respeito que não teve. “O Fátima fez a melhor época de sempre e eu tenho a minha quota-parte de responsabilidade nisso. Os anos em que lá estive portei-me sempre bem e por isso não percebo porque só falaram comigo a três dias de acabar a época. Mas sempre tiveram uma atitude correcta comigo, está passado e desejo as maiores felicidades ao Fátima”, acrescenta.Quando saiu do Fátima, Rui Vale ficou impressionado com as pessoas que o conheciam, mesmo fora do distrito. Houve vários convites, mas a primeira proposta concreta que teve foi do Rio Maior. “Foram excepcionais comigo e fizeram tudo para eu ir para Rio Maior. Só não fui porque quis ficar na Segunda B. É um estímulo para mim poder provar às pessoas que não jogo na segunda divisão apenas no Fátima”, esclarece.Entretanto houve também pessoas ligadas a clubes da liga de honra que, por intermédio de empresários o sondaram mas acabou por não haver nada de concreto. Ao contrário do ano passado em que esteve quase a assinar pelo Feirense, que entretanto acabou por contratar um ponta de lança em vez de um guarda-redes.No Tourisense, Rui Vale espera encontrar as condições ideias para prosseguir com a sua carreira. Vai ser profissional e treinar duas vezes por dia, o que o obriga a estabelecer-se em Touris e a ficar mais longe da família, que permanece em Santarém.O guarda-redes ainda não perdeu a ambição e uma mágoa que guarda é não ter tido a oportunidade de estar um ano na Superliga. “Até podia chegar lá e estar um ano sem jogar e ver que não tenho capacidade, mas gostava de tentar”, revela, acrescentando que o jogo que mais o marcou foi um Benfica - Torres Novas, no Estádio da Luz. “Estavam 15 mil pessoas e para mim era como se fossem 120 mil. Não senti qualquer ponta de diferença”.Rui Vale, actualmente com 29 anos, fez as camadas jovens na Académica e União de Santarém, clube onde esteve cinco anos e fez apenas dois ou três jogos. Como sénior estreou-se no Abitureiras, passou depois para o Marinhais, de onde deu o Salto para o Desportivo de Chaves. Ficou lá uma época e na seguinte regressou ao distrito para jogar no Fazendense. Foi ai que o Fátima o foi buscar, mas na época seguinte transferiu-se para o Torres Novas, onde ficou dois anos, antes de se transferir novamente para Fátima.

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