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Biólogo defende crescimento de aquacultura

Biólogo defende crescimento de aquacultura

Para diminuir a importação de pescado pelo nosso país
Edição de 21.07.2004 | Economia
A aquacultura, que ainda suscita alguma desconfiança entre os portugueses deveria crescer rapidamente em Portugal, um dos três países do mundo que mais consome pescado per capita, defende o biólogo Aires Oliva Teles.O biólogo que coordena o departamento de Zoologia e Antropologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, afirmou à Lusa que a população precisa de ser sensibilizada para a importância da criação de peixes como complemento da pesca. “A aquacultura contribui para uma melhor conservação dos stocks pesqueiros”, disse o biólogo.Para Oliva Teles, Portugal precisa de dar um salto quantitativo no sector, possuindo óptimas condições para isso, quer pela sua localização privilegiada, quer pelas quantidades de peixe que consome. “Andamos a importar peixe em vez de o produzir”, frisou.Sustentou que, de acordo com dados da União Europeia (EU) referentes a 2001, Portugal regista consumos médios de peixe de 58,5 quilos por ano e por pessoa, quando a média europeia se situa nos 23,4 quilos por ano.Contudo, admite, a população portuguesa ainda não vê com bons olhos a compra de peixe criado em piscinas, mas apenas porque “tem ideias enraizadas” de que este pescado não é tão bom como o selvagem.“A piscicultura apresenta condições mais estáveis, porque o alimento é dado às espécies de forma constante”, afirmou. O biólogo entende que a diferença de sabor entre um robalo selvagem e um outro criado em viveiro “é um mito”.“Os peixes de aquacultura tendem a ser mais gordos do que os selvagens e, de facto, têm um sabor diferente, mas é tudo uma questão cultural, porque a qualidade é idêntica”, disse.Desde que nasce até estar à venda nas bancas dos mercados um robalo precisa de, em média, cerca de um ano e meio para se desenvolver.Aires Oliva Teles compara o consumo de peixes de aquacultura com o de frangos de aviário, salientando que, certamente, daqui a 20 anos, as pessoas até preferem espécies de piscicultura.De acordo com os mesmos dados da UE, de 2001, Portugal produziu 7.000 toneladas de peixe de aquacultura, enquanto Espanha criou 32.322 mil toneladas de espécies marinhas.Lusa
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