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Portugal cai três lugares na lista dos países mais desenvolvidos

Está em último lugar entre os 15 países que constituíam a União Europeia antes do alargamento
Edição de 21.07.2004 | Economia
Portugal caiu três lugares na lista dos países mais desenvolvidos do mundo, ocupando agora a 26ª posição do ranking estabelecido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), liderado pela Noruega.Segundo o PNUD, Portugal tem um índice de desenvolvimento humano (IDH) que o coloca no último lugar de entre os 15 antigos membros da União Europeia, tendo sido ultrapassado pela Grécia, Singapura e Hong Kong relativamente aos dados de 2003.Subordinado ao tema “Liberdade Cultural num Mundo Diversificado”, o Relatório do Desenvolvimento Humano 2004 mede as realizações dos países em termos de esperança de vida, nível educacional e rendimento real ajustado, além de outros dados estatísticos.O relatório anual da organização analisa este ano 177 países, mais dois do que no ano passado, mercê da inclusão de Timor-Leste (que surge em 158º lugar) e de Tonga (que aparece em 63º lugar), listados pela primeira vez.Portugal, que ocupava o 28º lugar no ranking de 2002 e que conseguiu subir para 23º no ano passado, caiu este ano para o 26º posto, com um IDH de 0,897, comparativamente aos 0,956 pontos da Noruega, o país que lidera o ranking do PNUD.A organização inclui Portugal entre os 55 países com um nível de desenvolvimento humano elevado, referindo que a esperança de vida atinge hoje os 76,1 anos, comparativamente com os 75,9 em 2003.A taxa de analfabetismo de adultos em Portugal manteve-se inalterada relativamente ao ano passado, nos 92,5 por cento das pessoas com mais de 15 anos, comparativamente, por exemplo, aos 98,5 por cento de Itália, 97,7 por cento de Espanha e 97,3 por cento da Grécia.De entre outros valores estatísticos, o PNUD nota que em Portugal há 11,7 por cento de probabilidade de não se sobreviver até aos 60 anos, referindo que entre 1994 e 1998 havia 48 por cento de pessoas entre os 16 e os 65 anos consideradas “funcionalmente analfabetas”.Ao nível demográfico, o estudo estima que a população portuguesa não deverá sofrer grandes aumentos até 2015, mantendo-se nos 10 milhões de pessoas, com a percentagem de residentes “urbanos” a continuar a aumentar de 54,1 por cento em 2002 para 60,9 por cento daqui a 10 anos. Em 1975 apenas 27,7 por cento dos portugueses residiam em meios urbanos.Comparativamente, a média de residentes urbanos nos 55 países mais desenvolvidos era de 77,1 por cento em 2002, devendo crescer para 80,3 em 2015.O PNUD estima que a população portuguesa com menos de 15 anos cairá de 16,6 para 15,3 por cento até 2015, com a população com mais de 65 anos de idade a crescer de 16 para 18 por cento do total.O resultado, em parte, de uma queda na taxa de fertilidade de 2,7 filhos por cada mulher, entre 1970 a 1975, para 1,5 entre 2000 e 2005. Um valor ligeiramente abaixo da média da OCDE, que se cifra nos 1,8.A despesa no campo de saúde pública atinge 6,4 por cento do PIB, e cerca de 1.618 dólares per capita, respectivamente o nono e o 21º níveis mais elevados do mundo, segundo o PNUD.Em 2002 apenas estavam vacinados contra a tuberculose 82 por cento das crianças com um ano, crescendo esse valor para 87 por cento na vacina contra o sarampo, havendo cerca de 318 médicos por cada 100 mil habitantes.Oito por cento das crianças portuguesas nascem com peso reduzido, segundo o documento.A taxa de mortalidade infantil em Portugal caiu de 50 por mil nados para apenas cinco por mil, entre 1970 e 2002, estando agora no terceiro nível mais baixo do mundo e acima da média dos países de elevado desenvolvimento humano.Sete por cento das mulheres portuguesas e 30 por cento dos homens portugueses fumam.No capítulo do índice do desenvolvimento ajustado ao género (masculino/feminino), Portugal regista o 24º nível mais elevado do mundo.

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