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Um curso de mergulho na Jamaica

Edição de 27.07.2004 | Aquelas férias...
Ir à Jamaica durante 10 dias e ocupar oito a tirar um curso de mergulho parece um propósito um pouco bizarro, mas não foi essa a intenção que levou João Amora, gerente da fábrica de óleos usados Enviroil, em Torres Novas, a visitar o país de Bob Marley. O exotismo das terras tropicais, a música, as praias e as águas transparentes foram os aliciantes. Mas, segundo as normas do país, quem quiser mergulhar tem de aprender com os mergulhadores locais e nada mais há a fazer do que obedecer. Sem sacrifício, diga-se. “Acabou por ser giro”. As aulas teóricas eram dadas no bar, acompanhadas com algumas bebidas para matar a sede. Depois de equipados com os fatos de mergulho, desciam junto aos recifes de corais. “Estivemos 10 dias na Jamaica e só não mergulhámos dois, o dia em que chegámos e na véspera de nos virmos embora porque tínhamos de voar e pode ser perigoso”.Nas cálidas águas tropicais, João Amora e o irmão Luís, um pouco mais novo, tiveram outra aventura. Ambos gostam de pesca e decidiram alugar um barco para pesca ao espadarte. “Andámos lá um dia inteiro, não pescámos nada, mas foi muito divertido”.Menos divertida foi a chegada a Lisboa. O voo fazia escala em Londres e como o avião da Jamaica vinha atrasado transferiram os passageiros e esqueceram-se das bagagens. “Quando chegámos a Lisboa é que demos por isso. Estávamos para seguir para Milfontes e tivemos de ficar à espera das malas”.Começou por dizer que não tinha nada de engraçado para contar, mas com o desenrolar da conversa os pormenores das viagens vão surgindo. E há locais onde João Amora já sabe que lhe acontece qualquer coisa. “Sempre que vou para o sul de Espanha sou assaltado. A última vez foi no último dia. Tinha de ser. O carro já estava carregado. Não chegaram a roubar nada porque o alarme disparou, mas partiram o vidro do jipe”.Peripécias que causam alguns aborrecimentos, mas que não suficientes para quebrarem o humor. “Já sei que é assim, no sul de Espanha sou sempre assaltado e pronto”, reforça.João Amora gosta de planear as férias e consulta regularmente as agências de viagens. Mas a vida profissional não lhe dá grandes hipóteses de calendarizar e marcar viagens com antecedência. “Tenho de alterar sempre os planos, adiar ou desistir das viagens. Agora quando arranjo alguns dias vou a uma agência e tenho de contentar-me com o que há”.Este ano tenciona quebrar a rotina e partir à aventura para o norte de África de jipe e sem destinos muito programados. “Quero ir a Fez, de resto logo se vê o que se encontra pelo caminho”. Mas quando chegar o Inverno haverá novas férias, não para a neve mas para outro país tropical, o Brasil.Para este engenheiro de 31 anos viajar é um dos prazeres da vida, mas nem sempre tem tempo para isso: “Viajo muito, mas em trabalho, o que também é bom”.

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