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Sintéticos vão a concurso público

Câmara do Cartaxo não abdica do que chama “o respeito máximo pela legalidade”

Sport Lisboa e Cartaxo, Estrela Ouriquense e Grupo Desportivo de Pontével vão ter relvados sintéticos mas terão realizar concursos públicos. Depois de muita polémica, as partes parecem ter encontrado uma base de entendimento e o presidente do Ouriquense acredita mesmo que o sintético ficará construído no máximo até Novembro.

Edição de 28.07.2004 | Desporto
Os campos sintéticos dos três maiores clubes desportivos do concelho do Cartaxo vão ter de ser submetidos a concurso público. A garantia foi dada na reunião de segunda-feira do executivo da Câmara Municipal do Cartaxo, em que o presidente da autarquia, Paulo Caldas, considerou o concurso público como um imperativo legal para que as obras avancem e garantiu que nunca foram dada instruções aos clubes para avançarem com a instalação dos sintéticos.“A Câmara, na minha pessoa ou na do vice-presidente, não autorizou qualquer avanço da obra, não obstante ter-se desenvolvido um processo de consultas”, afirmou o autarca, que fez questão de deixar bem claras as prioridades da autarquia. “As prioridades da câmara são a saúde, as acessibilidades, o emprego e os equipamentos sociais. O futebol não é primeira prioridade”, explicou.E mesmo dentro do futebol os sintéticos só aparecem como segunda prioridade. Primeiro está a consolidação dos equipamentos desportivos, nomeadamente a melhoria dos balneários e outros equipamentos de apoio à prática desportiva.Apesar disto, o presidente da câmara garante que as obras dos sintéticos vão avançar mas só depois dos clubes – Sport Lisboa e Cartaxo, estrela Futebol Clube Ouriquense e Grupo Desportivo de Pontével – avançarem com os concursos públicos. Esta formalidade legal é exigida devido ao montante elevado que está em causa e que ronda, na totalidade, perto de um milhão e duzentos mil euros, que sairão dos cofres da autarquia.O vereador com o Pelouro do Desporto na Câmara do Cartaxo, Pedro Ribeiro, que, como O MIRANTE noticiou na última edição, tinha sido o principal visado nas declarações críticas dos responsáveis do Ouriquense e do Pontével, confirmou que nunca deu ordem para as obras avançarem e, em resposta a uma interpelação de Vasco Cunha (PSD), referiu que as declarações dos referidos dirigentes foram produzidas para defender os interesses dos clubes, mas que ele foi eleito para defender os interesses do concelho.Vasco Cunha, que apelidou todo este processo de “trapalhada”, questionou a forma como os contactos decorreram e perguntou mais de uma vez se o presidente ou o vice-presidente assumiam que os sintéticos, já que não são uma prioridade, não iam avançar até ao final do ano. Paulo Caldas disse que não prometia isso, uma vez que dependia dos clubes a celeridade do processo. O autarca garantiu ainda que o júri dos três concursos (um para cada clube) irá ser constituído por funcionários da câmara que garantiriam que não havia exageros nos projectos.Ouriquense satisfeitoApesar da realização dos concursos públicos significar um atraso nas obras, o presidente do Estrela Ouriquense, Carlos Albuquerque, mostrou-se satisfeito com o evoluir do processo. O dirigente reuniu-se com o presidente e vice-presidente da câmara na segunda-feira de manhã e acredita que “o mais tardar em Novembro”, possa estar a jogar no relvado sintético.Para já o Estrela vai avançar com as obras de terraplanagem e o mais breve possível irá avançar para o concurso público. “Só lamento o tempo que foi preciso para se tomar esta decisão”, concluiu.Até os relvados sintéticos ficarem concluídos, Estrela Ouriquense e Pontével vão repartir os seus treinos por outros campos do concelho. Embora os contactos só vão ser feitos nos próximos dias, o Ouriquense deverá treinar no campo relvado de Valada, enquanto o Pontével deverá treinar na Lapa. Uma vez por semana, antes dos jogos em casa, os clubes vão treinar no estádio municipal do Cartaxo, onde realizarão os seus jogos.O MIRANTE tentou obter uma reacção do presidente do Grupo Desportivo de Pontével mas até fecho da edição não foi possível contactar Victor Oliveira.

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