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Entroncamento inseguro

Entroncamento inseguro

PSP reconhece o problema e diz que a situação vai ser controlada

A insegurança começa a sentir-se no Entroncamento. A população fala em assaltos diários e a PSP reconhece um aumento significativo de roubos e furtos nos últimos tempos.

Edição de 28.07.2004 | Sociedade
Quinta-feira, 06h10. António Rodrigues é acordado com a notícia de que a sua loja de artigos informáticos, situada na Estrada da Barroca (Entroncamento), foi assaltada. Os vizinhos conseguiram ver três ou quatro indivíduos encapuzados que rapidamente partiram a montra, carregaram a viatura em que se deslocavam e fugiram. O prejuízo foi avaliado em cerca de 5.000 euros.Este foi apenas mais um dos assaltos que nos últimos tempos se registaram no Entroncamento. A população começa a sentir alguma insegurança e na conversa de café fala-se em “roubos diários”. Salvaguardando o exagero da expressão, o Comando de Santarém da PSP reconhece o significativo número de assaltos nesta cidade. “Assumimos que tem havido um aumento anormal de ocorrências no Entroncamento. Nas outras cidades a situação está estacionária”, afirma o subcomissário Vítor Catulo, do gabinete de relações públicas.No relato de ocorrências emitido pela PSP, de 19 a 25 de Julho registaram-se cinco assaltos no Entroncamento, três em Santarém, dois em Abrantes, dois em Torres Novas, um em Fátima e outro em Ourém. Uma semana não é suficiente para elaborar estatísticas, mas a insegurança começa a revestir-se de aspectos preocupantes.Vítor Catulo afirma que o que se vive presentemente no Entroncamento já se passou em Tomar e noutras localidades. Em seu entender as mudanças organizativas desta força policial conseguiram alterar a situação em outras cidades do distrito e também vão consegui-lo no Entroncamento.“Todas as mudanças têm os seus reflexos, mas o actual modelo de centralizar as esquadras de investigação criminal em três cidades do distrito vai trazer os seu frutos, como já se notou em Tomar”, reforça.Em Abril, o Comando de Santarém implantou no terreno as directivas nacionais, formando as esquadras de investigação criminal. Os agentes à paisana adstritos a todas as esquadras foram colocados emTomar, na zona norte que abrange Tomar Ourém e Fátima; Torres Novas, na zona centro que compreende Torres Novas, Entroncamento; e Santarém, zona sul que engloba a capital de distrito e Cartaxo).“Tem-se notado um maior fluxo de informação, mas este novo modelo é uma criança que está a crescer. O que não há dúvida é que já se notam resultados muito positivos”, defende.No entanto, e porque se trata de um novo modelo, Vítor Catulo não rejeita em absoluto que os assaltos no Entroncamento possam ter alguma relação com a centralização em Torres Novas dos agentes à paisana: “Pode haver, mas não uma ligação directa”.Os elementos da Esquadra de Investigação Criminal trabalham das 09h00 às 17h00, mas tal como os restantes agentes fazem patrulhamento. “Para as sete cidades do distrito há sempre 10 a 12 homens, em turnos das 17h00 às 09h00”, esclarece negando que no anterior modelo havia um maior patrulhamento e consequentemente melhor prevenção. “Passei por lá e sei como era”, conclui.
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